Na Paraíba, o São João também move a cidade de Campina Grande. São 600 horas de forró tocado e dançado, somente no Parque do Povo, um grande pátio de eventos com 42 mil metros quadrados e que abriga um sítio chamado São João. Trata-se de uma réplica fiel de um ambiente rural, com direito a bodega, casa de farinha, capela, entre outros cenários tipicamente nordestinos. Cinco palhoças estão espalhadas em pontos estratégicos do Parque do Povo, que tem ainda a pirâmide, ou forródromo, outra opção para o arrasta pé.
O cenário se completa com centenas de barracas, que formam ruas de um típico vilarejo do interior paraibano. Naquelas ‘‘casinhas’’ pode-se comer a melhor iguaria da cozinha regional ou beber desde uma gelada cerveja à cachaça de alambique. Alguns prédios antigos como a Igreja Matriz de Campina Grande, a prefeitura e a Câmara Municipal, também são reproduzidos numa área distinta do parque.
No palco principal, Luiz Gonzaga, a principal referência da música nordestina, será cantado e homenageado por Gilberto Gil, Dominguinhos e convidados, como Alcimar Monteiro e Marinez. As bandas Fogo na Roupa, Cabruera, Palove e Mexe Ville, além de Genival Lacerda, Inaudete Amorim, Geovane da Paraíba, Coroné Grilo, Edmar Miguel, Antônio Barros e Cecéu e o Poeta Francinaldo também se inserem entre as estrelas campinenses com shows previstos para o Parque do Povo.
Outros nomes de expressão nacional, como Sivuca, Jorge de Altinho, Novinho da Paraíba, Assisão, Targino Gondim, Zé Calixto; e as bandas Magia e As Bastianas, também estão na programação. Para a noite de 1º de julho, fim da festa, o show é de Flávio José.
A programação paralela do São João de Campina Grande também é bastante diversificada. O Trem do Forró, que faz o passeio ferroviário, é uma das grandes atrações da festa. No percurso de duas horas, com destino ao distrito de Galante, a ordem é dançar forró. Em cada vagão do trem, um trio anima os forrozeiros que, ao chegar, encontram uma estação de festa com direito a ‘‘arrasta-pé no mercado’’, além de barracas, onde podem degustar a saborosa comida típica.
A programação reserva espaço a um ‘‘Casamento Coletivo’’, em pleno Parque do Povo. É uma alusão ao casamenteiro Santo Antônio, que também é comemorado durante o mês de junho. Segundo a crendice nordestina, o santo não só ajuda a encontrar o parceiro ideal como preserva a relação. A crença popular é de que casar no dia de Santo Antônio, 13 de junho, ou na véspera é garantia de um matrimônio feliz e duradouro.
É por isso que o casamento, que reúne dezenas de casais, está incluído na programação e já virou tradição. Este ano, a celebração acontece na noite de domingo, dia 10 de junho, às 20h. A antecipação da data não altera a crença, e os 30 matrimônios serão oficializados pelo juiz Inácio Jairo de Queiroz, em frente à catedral cenográfica do Parque do Povo.
Os noivos têm direito à indumentária tradicional de casamento, com véu, grinalda, buquê, terno e gravata, que são locados numa casa especializada para a cerimônia. Ainda estão incluídos no pacote do casamento coletivo a maquiagem e os penteados, além de fotografias que serão ofertadas aos noivos como recordação da ‘‘grande data’’. (K.B./A.E.)

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