CAMINHOS DA
MÚSICA ERUDITA
Obra apresenta
a história da
música ocidental
com leves novidades
Marcos Losnak
Especial para a Folha 2

O violoncelista de Chagall (1939)As dezenas de obras que estampam em suas capas o título ‘‘História da Música’’ se restringem exclusivamente à música erudita. Parecem dizer que a erudita é a única música que possui uma história. Na última década alguns autores passaram a preferir utilizar títulos como ‘‘História da Música Ocidental’’, pressupondo a existência de uma história e uma música oriental. Mas mesmo estas obras abordam apenas a música erudita.
Um novo título que acaba de chegar às livrarias lançado pela Editora Nova Fronteira parece apontar para o início de mudança deste quadro. Organizado pelo historiador francês Jean Massin e pela crítica de música Brigitte Massin com uma equipe de 17 pesquisadores, ‘‘História da Música Ocidental’’, mesmo dando ênfase à música erudita, incorpora o jazz como importante gênero que integra a história da música. E para falar de jazz, precisa discorrer sobre o blues, spirituals, ragtime, rock’n roll e outros ritmos.
Outra novidade da obra está em dedicar um pequeno capítulo aos compositores (eruditos) da América Latina, algo praticamente inexistente em outras histórias da música. O mexicano Manuel M. Ponce (1886 - 1948) e o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959) são destacados.
Pensado como, nas palavras dos autores, obra destinada aos ‘‘amantes leigos da música’’, o livro traz um detalhado léxico musical com explicações sobre os tipos de instrumentos e suas características, especificações da voz, harmonia, tipos de escalas, tonalidades, ritmo, formas e gêneros musicais, sistema de notação e interpretação.
‘‘História da Música Ocidental’’ de Brigitte e Jean Massin, Editora Nova Fronteira, tradução de Ângela Ramalho Viana, Carlos Sussekind e Maria Teresa Resende Costa, 1.280 páginas, R$ 69,00.

mockup