Caminhos cruzados
Caminhos cruzados
Os caminhos dos dois filmes em língua estrangeira mais hypados do momento nos Estados Unidos estão cruzados. O italiano A Vida É Bela não pôde concorrer aos Globos de Ouro, mas seu diretor e ator principal, Roberto Benigni, foi chamado para a estratégica posição de apresentador. Ele também acaba de ser indicado ao prêmio de melhor diretor do Directors Guild of America , a associação de profissionais da categoria, por seu filme sobre o Holocausto. Já o brasileiro Central do Brasil, que levou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e pode até concorrer ao Oscar de melhor filme (a categoria principal da premiação), foi apresentado no Simon Wiesenthal Museum of Tolerance, mesmo não tendo nada a ver com o extermínio de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. O rabino Marvin Hier disse ao colunista Amy Archerd, da Variety: É uma história pouco comum de coragem e fé. E trata-se de uma obrigação do museu mostrar preocupação com injustiças e tragédias de outros povos não-judeus. É um filme sobre fé.
Prêmio de diretor
A 2ª Guerra Mundial está com tudo em Hollywood. Entre os cinco indicados aos prêmios do Directors Guild of America, a associação de diretores de cinema dos Estados Unidos, três fizeram filmes sobre o tema: Roberto Benigni com A Vida É Bela, Terrence Malick com Além da Linha Vermelha e Steven Spielberg com O Resgate do Soldado Ryan. Os outros indicados foram Peter Weir, por O Show de Turman e John Madden, por Shakespeare in Love. A única surpresa foi a indicação do diretor italiano, que não é muito conhecido nos Estados Unidos por seu trabalho atrás das câmeras - apesar de ter dirigido seis filmes e meio, disse ele em entrevista à Variety, por conta de um trabalho conjunto com Massimo Troisi. A vaga de Benigni devia ter sido de Shekhar Kapur, o indiano que dirigiu Elizabeth. O prêmio é importante porque antecipa o ganhador do Oscar de melhor diretor. Em todos os tempos, apenas quatro vezes o escolhido nas duas premiações não foi o mesmo. Os prêmios do Directors Guild of America vão ser entregues em 6 de março, em Los Angeles, na Califórnia.
CD do papa
O papa é pop. E artista da Sony Classical. O selo e a Rádio Vaticana vão lançar juntos Abba Pater, o primeiro CD que mistura orações e cantos do papa João Paulo II. O disco, que chega às lojas de todo o mundo antes da Páscoa, vai reunir composições e arranjos da música contemporânea world music, por exemplo) com transmissões feitas pelo papa no rádio nos últimos 20 anos. Vai ser produzido também um videoclipe (!) com o líder da Igreja Católica, para a canção Pater Noster (Pai Nosso). O vídeo vai estar disponível em meados de fevereiro nos sites do Vaticano e da Sony Classical.. O álbum vai comemorar o Jubileu de 2 mil anos da Igreja Católica, assim como os 20 anos de papado de João Paulo II. O CD, com 11 faixas, tem gravações em latim, italiano, francês, inglês e espanhol.
(Planet Pop/AE)





