CAMBORIÚ EM FESTA
Um dos melhores balneários do Sul do País, reforça
a infra-estrutura para receber milhares de turistas
Antônio Mariano Júnior
Londrina

Milton DóriaAgora, lá, também há um Cristo sobre o morro. Só que esse não abre os dois braços sobre a cidade porque um deles - o esquerdo - carrega um farol que emite raio laser. Mas é Ele, o Cristo-Luz, que há quatro meses dá as boas-vindas a veranistas de várias partes do País - e até do exterior - que optaram por passar alguns dias - ou a temporada toda - no Balneário Camboriú, Santa Catarina. Em Camboriú, para os mais íntimos. Sí, Cambo (já que é para ser íntimo...) continua sendo uma das cidades litorâneas do Sul preferidas pelos argentinos. E dá-lhe portunhol e tudo bien.
O importante mesmo é que o balneário está em festa. O que não chega a ser nenhuma novidade já que não há um ser humano que resista a um belo local que tenha boas praias mesmo quando o sol se mostra um tanto quanto carrancudo. Nesse item, praia, é lógico, Camboriú tem várias alternativas. A começar pela Praia Central, com quase sete quilômetros de extensão que, como manda a tradição, tem sua orla recheada de bares e mais bares, quiosques e mais quiosques.
Para quem quer badalação enquanto se banha ao mar ou tosta-se ao sol, a Praia Central realmente é a mais indicada. Mas não em todos os pontos. No extremo da Barra Sul são poucos os que se atrevem a esticar a toalha, a esteira, a camiseta ou coisa que o valha nas areias. O motivo, talvez, seja a estreita faixa de areia. Não vale a pena não.
Porém, quem está em busca de um pouco de sossego (sim, chega uma hora em que é preciso descansar a chaleira) as alternativas, ainda no quesito praia, são muitas. No lado sul, são sete as opções. O destaque fica por conta de Laranjeiras (a seis quilômetrs do centro de Camboriú).
Para quem curte ficar na base do ‘‘foi-assim-que-vim-ao-mundo’’, há a Praia do Pinho, a primeira praia de naturismo oficial do País. Detalhe: nada de oba-oba já que lá ficar nu obedece a um rígido código de postura. Fica a nove quilômetros da área Central. O acesso às praias do sul podem ser feitos pela Barra Sul com travessia pelo ferry-boat ou pela Br-101.
Na parte norte, são três as praias. A melhor estrutura - e mais bonita - é a Dos Amores propícia ao surfe em função das boas ondas. Trata-se de um local com boa infra-estrutura - muitas construções estão sendo feitas por lá, inclusive. Mesmo assim, o sossego ainda é um adjetivo perfeitamente cabível.
Para todos os bolsos -Tá! Camboriú, o balneário em si, tem uma boa infra-estrutura (melhorou barbaridade) para quem não quer apenas praia. Por etapas. Para dormir, há 61 locais entre hotéis e apart-hotéis, fora as áreas de camping, pousadas e outros locais alternativos. Os preços variam, obviamente.
Comer e beber. Para isso existem 450 bares e restaurantes classificados pela Secretaria Municipal de Turismo. Para quem quer fazer compras, sejam elas pequenas, médias ou grandes, o balneário oferece várias possibilidades. Há lojas sofisticadas outras nem tanto. A grande sensação da temporada é o Atlântico Shopping Center, inaugurado em dezembro do ano passado.
No total, há espaços para 150 lojas, dos quais 110 já ocupados. São três pisos, dois cinemas e uma boa praça de alimentação. Por dia, de acordo com Milton Rolim Filho, coordenador de Marketing do Shopping, passam por lá 18 mil pessoas.
Para quem está de carro ou ônibus de excursão, tudo bem, dá para se movimentar bem pela cidade. Agora para quem não está motorizado as opções são os táxis (que já saem com bandeirada de R$ 3,00; meio salgado, não?) ou o ‘‘Bondindinho’’, uma espécie de ‘‘trem da alegria’’ que funciona 24 horas por dia e passa pelos principais pontos da cidade.
O ponto de partida e chegada é na Barra Sul, passa pela Avenida Beira Rio, percorre a Avenida Atlântica, pelo Pontal Norte, pela Avenida Brasil, chega à Via Gastronômica e retorna. Custa R$ 1,00. E um detalhe: é só dar com a mão em qualquer ponto do itinerário do Bondindinho que o motorista pára. Prático, não!?
Nesta temporada, os artistas locais e regionais foram privilegiados pela Secretaria de Turismo que instalou, ao longo do Calçadão Beira Mar, dez palcos para apresentações de músicas dos mais diferentes estilos. Sim, esportes. Pelas praias, a Secretaria de Esportes desenvolve, sob controle de monitores, a prática de várias modalidades. Claro, o futebol é a mais procurada. Enfim, em Camboriú para aproveitar a temporada o ditado parece ser o seguinte: cada um por si e Cristo-Luz por todos.
Leia mais sobre Camboriú na página 3.

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