Caligrafia pessoal na PUC/PR
CALIGRAFIA PESSOAL
NA PUC/PR
Tons de terra, metálicos e material plástico estarão presentes na exposição do artista plástico Marcelo Conrado que também utiliza uma caligrafia própria em seus quadros
Telas são
falsas peles soltas
no espaço
DivulgaçãoObras do artista plástico Marcelo Conrado, que abrirá exposição na quinta-feira, em Curitiba
A exposição do artista plástico Marcelo Conrado, que será inaugurada no dia dez, em Curitiba, tem como marca registrada a presença constante de linhas. Como se fosse um caligrafia pessoal, esta espécie de escrita revela traços em tons de terra, metálicos e material plástico, chegando a lembrar a pele humana. A mostra estará em cartaz até o dia 3 de novembro, no Prédio de Administração da PUC/PR.
Marcelo Conrado imprime linhas e borrões avermelhados sobre látex, onde também costura rasgos e cortes, fazendo uma alusão à recomposição e fragilidade da pele.
Ele utiliza a litografia, técnica de gravação química em pedra que proporciona contato indireto do artista com a superfície que recebe a tinta. Este procedimento, somado ao corte reto das peças e às cores empregadas, reforça a sensação de artificialidade. A posição vertical das peças, sua cor, peso e temperatura fazem com que parecem humanas.
O artista explicou que, na exposição, as telas são falsas peles, fixadas soltas no espaço. Nelas são depositados gestos e escritas em tons de terra, que representam a origem do homem. São como páginas de um livro que representam a trajetória da vida, com suas emoções, dificuldades e alegrias.
No couro sintético preto, escolhido por ser uma cor inexistente na natureza, são impressas litografias em matizes de prata, que recebem interferências da prata verdadeira. No látex são aparentes os cortes, que simbolizam feridas fechadas por pontos cirúrgicos, num corpo que se recompõe.
Estas peles também recebem impressões em cor de sangue, machucados ou tatuagens, que representam marcas da vida. O objetivo da obra é colocar em evidência o resgate da humanização e a reavaliação da existência do ser humano no mundo.
Marcelo Conrado já participou de várias exposições individuais e coletivas. O artista recebeu o Prêmio Aquisição no 1º Salão de Artes Plásticas de Guarapuava/PR (SEEC-PR), no ano passado; uma Referência Especial no 16º Salão de Ourinhos/SP, em 97, e o Prêmio Aquisição pelo conjunto de obras no 22º Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho/PR, em 96.
No mesmo ano, Marcelo Conrado recebeu ainda o 1º Prêmio no 15º Salão de Arte de Ourinhos/SP. Em 95, ele foi contemplado com uma Menção Honrosa no 14º Salão de Arte de Ourinhos/SP.
A exposição do artista plástico Marcelo Conrado será inaugurada no dia 10 de setembro, às 19h, na Sala Aleijadinho, no prédio da Administração da Pontifícia Universidade Católica (PUC/PR). A mostra ficará até o dia 3 de novembro.





