Curitiba - As principais vertentes da arte brasileira estão em exposição na Galeria da Caixa até 14 de março. As 53 obras intituladas como ‘‘Tesouros da Caixa’’ são o que melhor o País produziu em toda sua história até agora.
  Di Cavalcanti, Rebolo, Djanira, Tarsila do Amaral, Tomie Ohtake, Carlos Scliar entre outros encabeçam a lista de nomes que tem suas obras no acervo permanente da instituição. Os quadros foram adquiridos em etapas diferentes. Uma delas em 1968, quando a Caixa encomendou ilustrações para os bilhetes da Loteria Federal aos principais nomes daquela época.
  As obras de arte mostram temas harmônicos a nossas datas históricas. A Inconfidência Mineira, a Independência e também tradicionais festas populares como o Natal e o Carnaval estão representados pela elite artística do século 20.
  Nesse primeiro momento se encontram Djanira, Di Cavalcanti e Aldemir Martins. E foi a partir daí que se formou uma das maiores coleções particulares brasileiras. Esse acervo foi montado, segundo a divulgação da Caixa, não só em razão da preservação do patrimônio brasileiro, mas em nome da difusão da qualidade artística brasileira.
  Outra parte da coleção foi adquirida em 1987, quando Brasília recebeu da Unesco a condição de Patrimônio Cultural da Humanidade. Com 60 obras ela traz nomes como Carlos Bracher, Glênio Bianchetti, Cláudio Tozzi, etc.
  Outras 246 obras vieram com a incorporação do BNH à Caixa. Dessa fase aparecem nomes como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe, Vicente do Rego Monteiro, Milton Dacosta e Alfredo Volpi.
  Em 1998, em razão das festas dos 500 Anos de Descobrimento do Brasil, foram adquiridas mais oito obras de Carmela Gross, João Câmara, Siron Franco, Roberto Aguiar, Daniel Senise e Antonio Potero com o tema.
  Em Curitiba, há raridades do primeiro período modernista como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Djanira, Rebolo e Antonio Maia. A abstração geométrica aparece através da obra de Aluisio Carvão, Athos Bulcão, Gastão Manuel Henrique, Dionísio Del Santo, Maria Bonomi, Tomie Ohtake, Emanoel Araújo e Marcia Barrozo do Amaral. Já a arte contemporânea está representada por Anna Bella Geiger, Jadir Freire, Carmela Gross, Marcos Benjamim, Siron Franco, Daniel Senize.
  A mostra ‘‘Tesouros da Caixa’’ vem acontecendo em diversas cidades brasileiras e representa uma ‘‘democratização da cultura’’, conforme a assessoria da Caixa. ‘‘Nosso desejo é contemplar a sociedade com a excelência da cultura visual brasileira. Procuramos estar sintonizados com o pensamento contemporâneo que impõe políticas continuadas para a dinamização e a popularização de patrimônios artísticos públicos da estatura do Acervo Caixa.’’

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