Caio Blat banca o anjo em novela e na vida
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2001
Cristina Rigitano Agência Folha 
Quando não está na pele de Rafael em Um Anjo Caiu do Céu, o ator toca o projeto Êxtase, uma peça de teatro que fala sobre os problemas do uso de drogas.
Nosso trabalho é muito mais que uma peça, é um movimento. É o encontro de jovens que se uniram por um tema e não para aparecer ou ganhar dinheiro, fala Caio Blat, diretor do espetáculo.
Ele e sua equipe percorrem teatros da periferia do Rio de Janeiro encenando a peça, que mostra casos reais de dependentes químicos. Não ganho um centavo, afirma.
Blat diz que, a cada apresentação, fica mais empolgado. Cerca de 85% do nosso público nunca foi ao teatro. No final da peça há uma discussão com a platéia, que quase sempre é formada por ex-presidiários, pessoas em recuperação, jovens e famílias que já lidaram com esse problema. O ator é radicalmente contra o uso e a liberação das drogas, mas é a favor do debate. Sou a favor até da proibição do cigarro, diz o ex-fumante.
Ele só larga o projeto para se dedicar à sua outra atual paixão: a novela Um Anjo Caiu do Céu. O Rafael virou humano e vai ser o maior tarado. Ele vai para a cama com todas as meninas da faculdade. Só que ele não aguenta e pede para voltar a ser anjo, conta.
Para completar, Blat encontrou uma nova cara-metade, que também é engajada em causas sociais. Há dois meses, ele conheceu a cantora lírica Ana Ariel, 19 anos. A garota toca o projeto Ópera W César, que estréia dia 8 de julho, em Campinas (SP). O grupo arrecada fundos para ajudar a tirar da cadeia presos que já cumpriram suas penas, explica Blat.


