Quando não está na pele de Rafael em ‘‘Um Anjo Caiu do Céu’’, o ator toca o projeto ‘‘Êxtase’’, uma peça de teatro que fala sobre os problemas do uso de drogas.
‘‘Nosso trabalho é muito mais que uma peça, é um movimento. É o encontro de jovens que se uniram por um tema e não para aparecer ou ganhar dinheiro’’, fala Caio Blat, diretor do espetáculo.
Ele e sua equipe percorrem teatros da periferia do Rio de Janeiro encenando a peça, que mostra casos reais de dependentes químicos. ‘‘Não ganho um centavo’’, afirma.
Blat diz que, a cada apresentação, fica mais empolgado. ‘‘Cerca de 85% do nosso público nunca foi ao teatro. No final da peça há uma discussão com a platéia, que quase sempre é formada por ex-presidiários, pessoas em recuperação, jovens e famílias que já lidaram com esse problema.’’ O ator é radicalmente contra o uso e a liberação das drogas, mas é a favor do debate. ‘‘Sou a favor até da proibição do cigarro’’, diz o ex-fumante.
Ele só larga o projeto para se dedicar à sua outra atual paixão: a novela ‘‘Um Anjo Caiu do Céu’’. ‘‘O Rafael virou humano e vai ser o maior tarado. Ele vai para a cama com todas as meninas da faculdade. Só que ele não aguenta e pede para voltar a ser anjo’’, conta.
Para completar, Blat encontrou uma nova cara-metade, que também é engajada em causas sociais. Há dois meses, ele conheceu a cantora lírica Ana Ariel, 19 anos. A garota toca o projeto ‘‘Ópera W César’’, que estréia dia 8 de julho, em Campinas (SP). ‘‘O grupo arrecada fundos para ajudar a tirar da cadeia presos que já cumpriram suas penas’’, explica Blat.

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