Cainã investe em hospedagem e programas de inverno
Cainã investe em hospedagem
e programas de inverno
O Paraná oferece 21 hotéis-fazenda ou pousadas com estrutura para turismo rural. E pelo menos 12 agências e operadoras de viagem trabalham com o turismo ecológico. O potencial para este tipo de turismo é muito grande, principalmente agora que todo o Estado está se estruturando para atender ao segmento. Já não se vê o turismo rural apenas como um passeio na fazenda, agora se pensa nele como um investimento, diz o coordenador de Planejamento da Paraná Turismo, Carlos Guilen.
E quem investiu há mais tempo na área demonstra satisfação. O proprietário da Fazenda Cainã, em São Luiz do Purunã, está ampliando a estrutura de sua pousada dos atuais nove quartos, para mais 20 quartos e cinco chalés, o que deverá aumentar sua capacidade de hospedagem de 40 para 150 pessoas. Também pretende construir uma piscina térmica e contratar professores para oferecer um programa de educação ambiental.
Em janeiro de 1996, quando entrou para o negócio de hotelaria - antes só oferecia visitação à fazenda e turismo equestre - a Cainã hospedou nove pessoas. Neste ano, só no Carnaval mais de 300 pessoas passaram pelo menos uma noite na fazenda.
Marcio Luiz Vecchi, proprietário da Fazenda Cainã, conta que se desfez de três empresas para investir no negócio. Em 1992 começou oferecendo cavalgadas em suas terras. As pessoas gostavam e ficavam para passear e conhecer a fazenda. Por isso, em 1996 a Cainã começou a hospedar.
O investimento de R$ 250 mil para criar uma estrutura hoteleira rende hoje um faturamento anual bruto de igual valor. A Cainã já é auto-sustentável e Vecchi coloca na conta do lucro também a qualidade de vida que ele alcançou ao mudar para o local. Marcio Luiz Vecchi, sua mulher e três filhas moram pelo menos quatro dias da semana em São Luiz do Purunã e os outros três passam em Curitiba. A escola das filhas fica no meio do caminho.
A Eco Paraná, responsável pelo Projeto Campos Gerais, que inclui São Luiz do Purunã, identifica mais 12 propriedades na região com potencial para turismo rural. Além de atrações de interesse histórico, como a segunda igreja mais antiga do Paraná, e de beleza natural, como o Recanto dos Papagaios e a Toca da Onça.
Os novos acessos da BR-277, que liga Curitiba a Foz do Iguaçu, e da BR 376, que vai para o Sudeste e Centro Oeste do país, que serão construídos, vão facilitar a entrada de ônibus turístico no local. Carlos Solera, secretário de turismo de Balsa Nova, calcula a passagem de 500 ônibus de turismo por dia na BR-277 e também na BR-376. Estamos no entroncamento do Mercosul, por onde passam diariamente 12 mil veículos, entusiasma-se.
Nos planos de Balsa Nova estão a construção do Museu da Erva Mate, um parque temático e um sítio temático. Estamos negociando com um grupo empresarial a construção de um sítio temático sobre um grande escritor brasileiro de histórias infantis, adianta Solera.
Também deverá ser erguido no local um observatório astronômico. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), já doou um telescópio que amplia a imagem 1.200 vezes, um produtor rural cedeu o terreno e a Universidade Espírita, de Curitiba, vai tocar o projeto.
O objetivo é tornar a região o primeiro centro de turismo de inverno do Estado, aproveitando a localização - o ponto mais alto é o Cerro do Purunã, com 1.196 metros - e o clima que, no inverno, chega a dois graus negativos.





