Caetano fecha série sobre 68
CAETANO FECHA SÉRIE SOBRE 68
Ele é o entrevistado de hoje de Marília Gabriela na GNT
Nelson Sato
ReproduçãoCaetano Veloso esteve no olho do furacão, em 68Entrevistas com Caetano Veloso são, quase sempre, provocativas e estimulantes. Coube a ele fechar a série de programas sobre o Maio de 68 brasileiro, exibida pelo canal pago GNT e que durante todo o mês levou ao ar depoimentos de protagonistas do período como o dramaturgo Augusto Boal, a atriz Ítala Nandi e os escritores Zuenir Ventura, Luis Carlos Maciel e César Benjamin.
Comandada por Marília Gabriela, a série fez parte das comemorações do trigésimo aniversário do maio francês, o mítico motim estudantil que pôs a França do general De Gaulle em chamas e que voltou a rondar o mundo na forma de efeméride. A série da GNT é um sugestivo painel de reflexões, que daria um ótimo livro caso algum editor se dispusesse - ainda que perdendo a urgência do oba-oba saudosista - a transformar os programas em capítulos impressos.
O ilustre convidado de hoje esteve no olho do furacão participando ativamente dos acontecimentos. Foi em 68 que Caetano lançou o álbum Tropicália - Panis et Circenses (gravado em São Paulo ao longo do mês de maio), integrou a memorável passeata dos 100 mil no Rio e disparou o célebre discurso contra a juventude brasileira na PUC depois de receber vaias, ovos e tomates durante a apresentação da canção É Proibido Proibir no 3º Festival Internacional da Canção promovido pela TV Globo.
Em uma passagem de seu livro de memórias Verdade Tropical, lançado há poucos meses pela Companhia das Letras, Caetano anota: O ano de 1968, em muitos pontos do mundo lembrado como violentamente significativo, teve, para nosso grupo, tudo o que caracterizou o folclore histórico criado a seu respeito.
Na entrevista que vai ao ar hoje às 21 horas, o compositor fala das diferenças entre 68 e 98, de suas mulheres, de seus filhos, das próximas eleições presidenciais e revela que a idéia de desistir da música sempre rondou a sua cabeça.





