Gal Costa selou um impecável songbook de Dorival Caymmi, outro de Ary Barroso que dividiu opiniões, além de um álbum duplo ao vivo dedicado a Tom Jobim. Sugerida pelo repórter a gravar os baianos Assis Valente e Batatinha, ela diz que tinha pensado em mergulhar no cancioneiro de Valente. Mas nada mais natural e confortável que se dedique a cantar apenas Caetano Veloso, o autor de quem mais registrou canções e com quem mais tem afinidade.
Gal concorre com Maria Bethânia nessa que é a mais intensa parceria entre cantora e compositor na história da música moderna brasileira, com uma infinidade de canções exclusivas e interpretações definitivas. ''Caetano é quem melhor compõe pra mim e quem melhor me entende'', diz Gal, que lançou o primeiro álbum em parceria com o conterrâneo, Domingo (1967), iniciou a carreira na Bahia e veio para São Paulo com ele, deflagrando o movimento tropicalista.
Depois Caetano fez a direção musical do antológico Cantar (1974), mas antes já tinha dado sugestões para Índia (1973), que iria produzir. ''Caetano já compôs seis canções e está fazendo o restante pra esse disco novo. Estive com Moreno na Bahia, pegamos as tonalidades, ficamos quatro horas juntos tocando violão e cantando. Que pessoa sensível e maravilhosa que ele é'', diz a cantora. ''O trabalho está bem no começo, então não tem muito o que falar.'' O CD sai pela Universal, sem previsão de data.

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