Cachaça tem fama de afrodisíaca
Quem gosta de uma boa cachaça deve degustar a tiquira, uma receita indígena à base de mandioca. A catuaba também é bem popular em São Luís, mas é muito mais forte do que a consumida no Sudeste. Um dos endereços mais conhecidos pela bebida é o Canto do Tonico, na Praia Grande. O dono do bar é o pai do cantor maranhense Zeca Baleiro. Lembre-se: a bebida leva a fama de afrodisíaca.
Na hora das compras, a festa continua. As lojas do centro histórico vendem preciosos trabalhos em azulejos típicos e miniaturas da mais famosa manifestação folclórica do Maranhão, o bumba-meu-boi. Artigos de artesanato de boa qualidade também podem ser adquiridos a preços mais baixos no Ceprama, uma grande área que é transformada em um dos principais arraiais de São Luís durante os festejos juninos.
Para ver artigos e instrumentos que retratam a cultura popular (principalmente do bumba-meu-boi), uma boa pedida é o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, que tem uma exposição permanente e oferece guias para acompanhar o público.
Já o Museu do Negro, conhecido também como Cafuá das Mercês, dedica-se à preservação da memória da raça no Maranhão. Fica em um sobrado colonial que era o destino dos escravos que sobreviviam à viagem da África. Lá eles ficavam presos até o dia em que eram vendidos em uma praça ao lado.
Falando em história, a Igreja da Sé não pode ficar de fora do roteiro. Construída em 1626, em estilo barroco, ela é considerada o mais importante monumento religioso do Maranhão. O altar-mor é um belo exemplar da arte portuguesa.
Apesar de muito antiga, a igreja já passou por várias reformas e exibe o aspecto dado em 1922, de estilo neoclássico. Conta com duas torres cobertas por cúpulas divididas em três seções e pirâmides octogonais com cruzes de ferro. Durante a noite é iluminada, de maneira que pode ser avistada de diversos pontos da cidade.
Também imponente, o Palácio dos Leões foi erguido inicialmente como uma fortaleza, em 1612, pelos franceses. Em 1615, transformou-se realmente em palácio. Da construção inicial restam dois baluartes, chamados de São Cosme e São Damião





