Caçadores de fama
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Amanda Rolim<br>TV Press 
O universo da fama e das celebridades desperta muita curiosidade no público. Não é à toa que este será o tema de "Sangue Bom", próxima novela das sete da Globo. Com estreia marcada para segunda-feira, a trama, assinada por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, contará a história de seis jovens: Bento, Amora, Maurício, Malu, Fabinho e Giane, interpretados, respectivamente, por Marco Pigossi, Sophie Charlotte, Jayme Matarazzo, Fernanda Vasconcelos, Humberto Carrão e Isabelle Drummond, que têm suas vidas interligadas desde a infância. "É uma novela que retrata encontros e desencontros do mundo midiático em que vivemos hoje. Entre o parecer, o ter e o ser, por meio de seis protagonistas", explica o diretor Dennis Carvalho.
O folhetim começa com os personagens principais ainda crianças. Quando Bento, Amora e Fabinho, após serem abandonados por seus pais, se conhecem no lar de acolhimento mantido por Gilson e Salma, de Daniel Dantas e Louise Cardoso. Anos depois, os três se reencontram e percebem que ainda existe uma conexão entre eles. Entretanto, o tempo lhes reservou destinos bem diferentes.
Enquanto o personagem de Pigossi cresceu no orfanato e se tornou um homem ético que trabalha em uma cooperativa de cultivo de flores, o papel vivido por Carrão foi adotado por uma família rica, que logo vai a falência, deixando o rapaz frustrado com a vida. Já Amora é criada pela atriz decadente Bárbara Ellen, de Giulia Gam, que a transforma em uma garota superficial. "A trama vai abordar a valorização excessiva da aparência, da notoriedade e do esforço absurdo e patético que as pessoas fazem para se constituir famosas", adianta a autora Maria Adelaide Amaral.
A personagem encarnada por Giulia Gam, inclusive, foi o ponto de partida da história para os autores. Inspirada pela figura de Elizabeth Taylor quando a atriz veio a falecer , Maria Adelaide, que também tinha vontade de escrever sobre adoção, uniu os dois temas, junto com Vincent, e começou a esboçar Bárbara Ellen. E, a partir da atriz interesseira, surgiram os demais personagens do folhetim. "Na época, nós estávamos com a intuição aberta e conseguimos desenhar essa atriz com uma vida sentimental agitada que adota diversas crianças para se manter na mídia", relembra Vincent Villari.
Já a caracterização levou em consideração o fato de a novela se passar em São Paulo. Com muitos jovens na trama, a equipe optou por "looks" modernos e casuais. Assim, o que diferencia o visual dos personagens é o grau de vaidade de cada um. A Amora, por exemplo, por ser uma "it girl" garota que está sempre antenada nas últimas tendências do universo da moda tem um cabelo trabalhado em mechas mel e usa bastante maquiagem, diferente de Malu e Giane, que, por não se importarem com supérfluos, mostram uma visual limpo, quase natural. "São Paulo é considerada a capital da moda do país. Tivemos de levar isso para a caracterização", defende Núbia Maisa, responsável pela caracterização da novela. Entretanto, apesar da forte influência da moda, a equipe ressalta o realismo como característica marcante de "Sangue Bom". "Fugimos do visual construído, com exceção de alguns papéis como o da Giulia Gam e o da Marisa Orth", completa Fernando Torquatto.
Quanto à produção de arte da novela, sua maior preocupação foi com a paleta de cores usada no núcleo da cooperativa. Como as flores já chamam muita atenção por seu colorido, a equipe preferiu trabalhar com tons mais neutros no cenário. "A ideia era não roubar a atenção principalmente das flores, que fazem parte do universo de um dos personagens mais importantes, o Bento", conta Fábio Rangel, responsável pela produção artística.
"Sangue Bom" é a primeira novela assinada por Vincent Villari. O jovem escritor tinha apenas 17 anos quando conheceu Maria Adelaide Amaral em uma oficina de autores da Globo. Logo se tornou seu colaborador no remake de "Anjo Mau". A parceria deu certo e outros trabalhos juntos vieram: "A Muralha", "Os Maias" e "A Casa das Sete Mulheres". "Em 'Ti-Ti-Ti', entreguei a ele o que nunca havia entregado a ninguém, a escaleta da minha novela. Dividir a autoria de 'Sangue Bom' foi consequência natural e justa da trajetória que trilhamos juntos", conclui Maria Adelaide.


