Cabarezinho reuniu 3 mil pessoas
Jackeline Seglin
De Londrina
Depois de quatro dias de festa que movimentaram o final de semana em Londrina, os organizadores do Cabarezinho tomaram fôlego e agora fazem uma avaliação dos erros e acertos do evento, que reuniu cerca de três mil pessoas.
Um dos idealizadores do Cabarezinho, o músico e jornalista Bernardo Pellegrini, afirma convicto que o evento foi um sucesso. Conseguimos organizar uma coisa fantástica, de mobilizar artistas latentes da cidade, de dar novas possibilidades a eles. A resposta do público foi maravilhosa.
Mix de uma série de manifestações culturais, o Cabarezinho marcou o encontro musical de Bernardo Pellegrini e o Bando do Cão Sem Dono, Gigante Brasil e Bandou, Natalia Mallo, Nós Caipira, Banda Madera, Marquinhos Diet, Gisele Almeida e Celso Pacheco, Grupo Samanar e Cherry Bomb. Tivemos uma convivência e interação fantásticas e, acima de tudo, qualidade de trabalho, diz.
Pellegrini observa que o Cabarezinho revelou a cantora Natalia Mallo na cidade. Ela deverá fazer o lançamento nacional do seu primeiro CD em Londrina, em meados de 2000. Gigante Brasil também prometeu voltar para dar uma oficina de bateria. O palco do Cabarezinho também mostrou as performances teatrais dos grupos Pernas-de-Pau e do Cemitério de Automóveis.
Algumas atrações, no entanto, não foram concretizadas. É o caso das atividades diurnas. Não tínhamos fôlego para trabalhar tanto. Apesar de ter rolado a parte gastronômica e a oficina de reciclagem, as outras atrações não aconteceram por falta de estrutura de produção, de mão-de-obra, assume. Investimos no conjunto de atrações. E aprendemos muito sobre a dinâmica do processo.
O músico diz que a organização detectou e assumiu as falhas e que vai corrigi-las na próxima edição. Não demos conta de algumas coisas, que felizmente não comprometeram. O que precisamos é mais apoio para o próximo Cabarezinho. As pessoas não estavam acreditando no projeto. Os caras levam o melhor onde acham que vai dar bochicho. O equipamento de som, por exemplo, era o pior que a prefeitura poderia emprestar.
A partir desta edição, Bernardo Pellegrini antecipa que novos projetos poderão surgir na cidade, como uma cooperativa de músicos, uma feira do disco e o lançamento do CD do Cabarezinho.





