Cá Pra Nós (Elisiê Peixoto)
ReproduçãoNão gosto de escrever sobre temas baixo-astral. Porque sou pelo otimismo, pela fé, pela crença de que as coisas tendem sempre a melhorar. E na minha vida tem sido assim. Mas é porque eu acredito e busco. Então, quando vejo de longe gente com pensamento negativo, que sempre nos põe para baixo, seja qual for a circunstância, troco de calçada sem pestanejar.
Existem pessoas que, não importa onde e quando, estão sempre se lamuriando, falando da vida alheia, colocando defeito em tudo, contando os infortúnios da vida. E quando você tenta ajudar, impossível. Eu sempre digo que a pessoa que necessita de ajuda precisa se dar uma chance, deixar alguém ensinar alguma coisa, ser mais humilde e, principalmente, permitir que Deus aja. Caso contrário, como pode uma pessoa ser realmente feliz se em tudo ela encontra ou coloca obstáculos?
Acho até que gente negativa atrai fluidos negativos sem saber. E não faz por mal. Mas quando se afasta, depois de detonar com qualquer um, deixa aquele rastro de negatividade.
É claro que também tenho meus dias de mau humor. Quem não tem? Mas fazer disso um hábito e eleger a pessoa que está a seu lado, muitas vezes aquela que você mais gosta, para desaguar todo baixo-astral está errado.
É difícil, mas não impossível, sorrir mesmo quando o saldo no banco está negativo, quando as coisas no trabalho não vão bem, quando se passa a noite em claro com o filho doente, quando a relação familiar anda meio desgastada. Mas se a gente não tenta driblar o sentimento de negatividade como é que se vive?
Tenho amigas que fazem da vida uma tragédia constante. Difícil lembrar um dia em que estava tudo bem com elas. Se a empregada falta ao trabalho, é tragédia. Se o marido dá uma resposta atravessada, o mundo desaba. Tudo é reclamação. Até dentro do elevador tem gente que transforma alguns segundos num vale de lamentações.
Por isso que eu gosto de gente feliz. Coisa boa conversar com pessoas que desembaraçam tudo, que sopram esperança em nosso coração, que nos fazem sorrir.
Se você tem raiva do mundo, não lamurie, faça uma caridade, ore. E quando as coisas não vão bem tenha em mente o que um velho marujo disse: Na tempestade, só há uma coisa que se pode fazer - uma só: pôr o navio em determinada posição e conservá-lo nela. É o mesmo que colocarmos a alma em determinada posição, e ali ficar. E crer que tudo vai passar.





