Cá Pra Nós (Elisiê Peixoto)
Até ontem ainda não sabia o tema da crônica deste sábado. Porque, na maioria das vezes, mal termino uma já tenho em mente o que pretendo escrever para o leitor na próxima semana. Mas estes últimos dias foram tão atribulados que só deu para optar por este: um fôlego de vida. Que foi o que mais precisei e que Deus me supriu na hora certa.
Minhas experiências com Deus tem sido frequentes e valiosas. E falo nisto claramente, pela primeira vez, porque se algo de tão bom aconteceu na minha vida sinto a real necessidade de levar isto ao leitor que me pára na rua, me telefona, me envia versículos, me escreve sugerindo temas para estas crônicas. E que eu sinto no fundo do coração: cada um deles precisa diariamente de um fôlego de vida.
Nesta semana tive a confirmação daquilo que tenho buscado aprender com pessoas mais aprofundadas espiritualmente. A gente só dever abandonar uma guerra depois de conquistar o troféu. E quem é que não sai machucado de uma batalha?
É certo que cada um escolhe a maneira de viver. E se você opta pela forma errada tem que saber também que o sofrimento é uma opção individual. E que a decisão de deixar de sofrer depende única e exclusivamente de você.
Aí, chega aquela horinha que ninguém quer: de encarar os desafios e de batalhar cara a cara com a verdade. E deixar de colocar panos quentes e esconder a cabeça feito avestruz. Mas para a gente fazer isto precisa, sim, de um fôlego de vida que só Deus proporciona. Porque ele é vida em abundância, sempre.
Quando sofremos alguma decepção em determinada área da nossa vida, a nossa tendência é permitir que os pensamentos ruins e as atitudes erradas invadam também o restante dela. Pelo menos comigo foi assim durante um longo tempo. Se uma carência afetiva abalava minha área financeira, também me deixava um caco durante toda a semana. Um problema familiar, por menor que fosse, não permitia que eu trabalhasse tranquila. Então, imagine, quando é que eu estava bem? Se problemas a gente tem todos os dias de um jeito ou de outro? Mas, creia, Jesus é tudo o que eu precisava.
Não deixei de ter menos problemas ou minha vida se transformou num mar de rosas. Pelo contrário. Continuo a enfrentar um leão por dia, da hora que saio de casa até o momento que volto e encontro meus filhos. Mas consigo enxergar tudo o que me acontece como um propósito único de Deus. Ele quer a minha felicidade, nem que eu tenha que buscá-la na dor.
Entendo que se alguém está alegre, ou pelo menos fica feliz com as mínimas coisas, também não perde tempo julgando outras pessoas, desejando o pior para elas, querendo mandar na vida alheia. É quando a gente deixa de lado tanta bobagem e pára de se preocupar com aquilo que só Deus pode fazer.
De nada adianta eu resmungar, lamentar dia e noite por uma causa que eu não vou dar conta. É preciso ter fé - mesmo que a sua seja do tamanho de um grão de mostarda - e crer que a resposta chega. Mas demora, porque Deus trata direitinho e da maneira que Ele quiser.
Hoje meu fôlego de vida foi escrever esta crônica. Pensando em ajudar àquelas pessoas que buscam problemas onde existem possíveis alegrias.
A gente, com esta mania errada de querer tomar à frente de tudo, não deixa Deus colocar a mão. E tem hora que só Ele pode virar a mesa, buscar daqui e dali, fazer o rebuliço que quiser, não adianta. É o momento seu com Deus.
E não importa a idade que você tenha, a circustância de vida em que você se encontra. É tão certo como eu estou agora aqui, escrevendo esta crônica: o momento chega ou pela dor ou pelo amor. Mas é real.
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