Tenho uma amiga que toda vez que resolve colocar o namorado na parede se veste com a cor roxa. Nunca vi maior esquisitice que isto, mas, como estudiosa das cores, ela afirma que roxo impõe respeito, segurança e, o melhor de tudo, faz o namorado contar até o que não devia.
Eu não falo nada porque de cromoterapia entendo tanto quanto de astrologia, ou seja, absolutamente nada. Mas sei que as cores têm influência na vida da gente de alguma forma. Acho que já li alguma coisa a respeito. Mas o fato é que bom senso a gente tem um pouco e espero nunca ter que combinar sapato branco com roupa vermelha e bolsa preta. Nossa, que coisa feia.
Nunca fui das mais preocupadas com o que vestir e também nunca segui muito à risca, a moda. O que é bom para mim, pode não ser para a outra, o que se adequa melhor ao meu corpo, pode não ter o caimento ideal para você. Mas desconfiômetro a gente tem para não se vestir feito uma perua e desfilar na academia de ginástica ou até para não abafar o brilho da noiva quando se é madrinha de casamento. Coisa que vez ou outra a gente presencia.
Se formos mais observadoras dá para traçar o perfil de algumas pessoas se baseando nas cores usadas por elas. As mais discretas não saem do pretinho, azul-marinho, dos tons de marrom e neutro. O azul, aquele mais claro, vai estar no guarda-roupa da mais discreta em várias versões. Inclusive na calça jeans, que combinada com uma camiseta branca ou azulzinha dá o tom perfeito. Apesar de bem sem graça. Não quer chamar a atenção? Combine as duas peças que você passa despercebida até em jogo de futebol com estádio lotado.
Mas se você for do tipo de uma outra colega minha que é sedução pura, vai optar pelos tons mais calientes. Um tubinho vermelho com as costas de fora, fazendo o gênero vestida para matar. Se o corpo é perfeito, então, vai afetar o batimento cardíaco de muitos. E ter a nítida sensação de que o mundo está a seus pés. Porque mesmo que uns e outros não gostem deste gênero de roupa, ficar imune a atração é quase impossível. Para conquistar, comenta-se que o vermelho tem uma força toda poderosa. Mas só. Para acerto de contas e um encontro mais formal, faz a outra parte sumir de vez.
Mas cores à parte - e já que o assunto é roupa - admiro gente que se veste bem de manhã até a noite. Que chega para trabalhar vestida nos trinques - o que não quer dizer chique demais - e permanece assim até o final da tarde, pronta para sair e tomar um chopinho com os amigos. Aí falta dar uma retocadinha no batom, no cabelo e pronto, impecável como sempre.
Andar bem arrumada é sinal de respeito com quem você trabalha, com os amigos, com a pessoa que você ama. Quando uma pessoa é muito relaxada com o visual é sinal que o desleixo se repete na casa e no trabalho. Cabelo sempre despenteado, roupa amassada, camisa sem botão, calça com barra por fazer, saia com a costura aparecendo e casaco duas vezes maior que o tamanho causam decepções irreversíveis. Depois não pergunte porque a cara-metade zarpou de vez.
Estar com o look nos conformes não significa necessariamente andar com roupas caras ou não repetir modelitos. É, sim, ter bom senso na hora de optar pelo próprio estilo. Que tem tudo a ver com a própria estética. Gordo não combina com determinas roupas, e magro, a mesma coisa. Cada um na sua. E o que é bonito deve ser mostrado mesmo. Quando se tem pernas bonitas, deve-se mostrá-las dentro um modelito próprio. O mesmo acontece quando se tem um colo sensual, uma barriga enxuta e durinha. Caso contrário, esconda, tome vergonha e malhe.
Para não errar, como escutei de uma consultora de moda, opte pela discrição. É sempre melhor errar por falta do que por excesso. Aprendi com esta mesma senhora que enfeites a gente tira, nunca coloca. Se o seu desconfiômetro te alertou para os brincos, tire o colar. E se precisar, também dispense as pulseiras.
Simplicidade é a palavra que vai fazer você ser sempre lembrada como uma pessoa chique. Mas também se você gosta de um brilho, de uma lantejoula, fazer o quê? Tem lugar e ocasião para tudo. Basta assistir à entrega do Oscar. Lá, definitivamente, tem mesmo de tudo. Até o que a imaginação da gente não alcança.
Cheguei à conclusão de que, quando se tem muita roupa, quando gavetas, prateleiras e araras estão abarrotadas é mais difícil para a dona escolher o que vestir. Deve ser um dilema em meio aos inúmeros vestidos, tailleurs, saias, blusas e sapatos.
Quando se tem aquilo só, ou seja, o básico, fica mais fácil combinar e escolher. As opções podem não ser muitas, mas num guarda-roupa mais simples, normalmente as peças se adequam uma às outras e a versatilidade com que são usadas as transformam sempre em novos modelitos.
É certo. Uma mulher elegante muitas vezes gasta bem menos comprando roupas do que aquela que se entulha de coisas. Sem saber a ocasião certa para usar.
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