Cá Pra Nós - Elisiê Peixoto
Apesar de todas as dificuldades, Hillary jamais perdeu a elegânciaLi esta semana numa revista o depoimento de Hillary Clinton - esposa do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton - que achei fantástico. Em meio à turbulência que aquela senhora passou com a infidelidade do marido comprovada pelo mundo todo, ao dar uma entrevista para a revista Vogue americana, ela afirmou: Quanto pior você estiver por dentro, melhor deve ser sua aparência. Foi o desabafo de uma mulher que se manteve na linha, não com a aparência de uma esposa sofredora e traída, mas com o visual bem cuidado, tratado, que não inspirava pena em ninguém. Se Hillary estava com a auto-estima em baixa, nunca deixou transparecer. E isto, sabemos, não é nada fácil.
Quando estamos aniquilados por dentro, a primeira atitude é de não nos valorizarmos. E deixarmos de lado nossa aparência. A gente se olha no espelho, se sente um lixo e quer permanecer assim. Que bobagem.
Quando estamos em baixa é que temos que emergir e criar novos horizontes. Ficar no quarto, devorando uma caixa de bombons e armazenando quilos, não resolve nada.
Passei minha adolescência inteira escutando das avós e tias que eu era a mais cheinha das primas e netas. Entre as amigas - todas uns paus-de-virar-tripa - eu sempre me sobressaía pela largura. E sofria com isto. As pernas e coxas grossas eram um martírio.
Hoje vejo fotos minhas daquela época e comprovo que eu não era gorda e não era feia. O que eu tinha era pura falta de auto-estima.
Ao me tornar mãe, dei a primeira reviravolta. E começei a gostar de mim, exatamente da maneira que Deus me fez: gordinha, com pernas roliças e coxas grossas. E mesmo diante de alguns momentos difíceis, não deixo de lado minha aparência. Já vai longe o tempo de ficar jogada na cama, com a porta trancada e os olhos inchados.
A afirmação da primeira-dama dos Estados Unidos retrata exatamente a maneira com eu me saio nestas situações. Repetir o padrão de comportamento da minha adolescência é errado porque tenho que dar exemplo para a minha filha, que tal como eu, é cheinha, tem pernas roliças e coxas grossas.
Devemos valorizar nossa aparência porque nosso maior adversário está dentro de nós. E é ele que devemos combater. Faça a transformação necessária na sua vida e deixe em banho-maria seu lado down. Assim se adquire confiança. E as portas se abrem.





