Buzzcocks preparam novo disco para 2002
O show é dos meninos, mas a canja de Pete Shelley vai levar muitos curiosos ao bar Valentino hoje à noite em Londrina. Bandas punks do Brasil inteiro gostariam de estar no lugar do trio londrinense The Cherry Bomb, cujo show contará com a presença do vocalista e guitarrista dos Buzzcocks.
Shelley lidera o grupo inglês desde 1976, quando os Buzzcocks despontaram na cidade industrial de Manchester para cravar seu nome na história do rock como um dos pilares do punk britânico ao lado dos Sex Pistols e do The Clash. De lá para cá, a banda virou objeto de culto influenciando meio mundo, de Kurt Cobain ao punk pop norte-americano da década de 90.
Em 1981, a banda se dissolveu ficando oito anos sem gravar discos. Shelley dedicou-se à carreira-solo incursionando pelo tecnopop. Em 1990, o grupo se juntou novamente para uma série de shows em bares minúsculos da Inglaterra. Continuaram tocando ao longo da década, período em que experimentaram um entra-e-sai de integrantes. Shelley e Steve Diggle (guitarra), os remanescentes da formação original, ficaram e tocaram o barco para frente.
Quando se conheceram, foram apresentados um ao outro por Malcolm McLaren, o empresário que criou os Sex Pistols. A banda já fez duas turnês no Brasil. O disco mais recente é ''Modern'', de 1999. A seguir, confira a entrevista com o músico.
Você jé deu uma canja num show do Cherry Bomb meses atrás. Agora vai tocar em pelo menos metade do show dos meninos. Você sempre participou de shows de bandas novatas?
Não, isso não acontece em outros lugares. Geralmente não fico tanto tempo numa cidade.
O último disco dos Buzzcocks é de 1999. Já estão com composicões novas prontas? Há algum projeto de disco novo?
Desde que lançamos o último disco fizemos uns 200 shows pelo mundo. Agora estamos trabalhando no novo disco a ser lançado no ano que vem e não estamos tocando porque o Steve Diggle quebrou o pulso dirigindo uma Scooter.
Você já ouviu os Strokes?
Não e nem ouvi falar deles.
O que você ouve normalmente?
Nada.
Até quando você vai ficar em Londrina? O que está achando da cidade e da cena musical?
Eu vou embora na semana que vem e parece que a cena aqui é ativa, vibrante





