Busca pelo equilíbrio
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 2014
Geraldo Bessa<br> TV Press 
O bom humor de Tadeu Schmidt extrapola o vídeo. Bem articulado e com jeito de quem sabe o que quer, ele é só sorrisos ao falar sobre sua presença à frente do "Fantástico" em 2015, após mais uma reformulação. E valoriza a complexidade de formatar o programa, onde é preciso equilibrar doses de informação, entretenimento, drama e comédia. "Temos um programa clássico nas mãos e é preciso respeitar isso. O 'Fantástico' precisa ser leve, mas também ter profundidade. Não foi fácil encontrar o tom certo", assume.
Sempre muito envolvido com as pautas e quadros da produção, Tadeu diz que arquiteta novas ideias o tempo inteiro. "É um programa muito vivo e sem amarras. Isso me estimula a sempre querer criar algo", conta Tadeu, que, desde o último mês de novembro, divide o comando da produção com Poliana Abritta.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, e irmão do jogador de basquete Oscar, a influência do esporte na carreira jornalística de Tadeu é evidente. Seu jeito espontâneo de tratar o tema foi fundamental para seu início na Globo, onde começou como repórter em Brasília, para depois ser contratado pela sucursal do Rio de Janeiro.
Com passagens pelo "Bom Dia Brasil" e destaque em coberturas de eventos esportivos internacionais, o jornalista chegou ao "Fantástico", em 2007, para apresentar o bloco esportivo. Adaptado ao ritmo do programa e já conhecido do público, acabou virando um dos apresentadores do dominical após a reformulação ocorrida no final de 2011. "Cada semana é sempre muito diferente da outra. Não posso reclamar de rotina no trabalho", garante, entre risos.
Você está no "Fantástico" desde 2007, quando foi apresentar apenas a editoria de Esporte. E após algumas reformulações, é o único que continua no programa. O que acha que o prende ao dominical?
Continuar no "Fantástico" é algo que não depende só de mim. O programa sempre viveu muito bem sozinho e, seja qual for o time de apresentadores, vai continuar firme na liderança. Pois o que o segura na grade da Globo é a grife que se formou ao longo do tempo em torno do nome. Eu entrei de fininho e fui me apresentando aos poucos ao público do programa. Acho que encontrei uma maneira bacana de me comunicar com eles.
Você acredita que começar pelo esporte ajudou a criar essa relação com o público?
Acho que sim. Uma das melhores coisas do jornalismo esportivo é a leveza com que o tema pode ser tratado. E foi por aí que comecei. Esse tom mais divertido aproxima mesmo. E é muito bacana a repercussão do programa na rua. Quando passei a apresentar o programa inteiro, em 2011, não teve choque com a audiência porque todo mundo já tinha se acostumado com o meu jeito dentro do "Fantástico". O que mudou foi a minha relação nos bastidores.
Como assim?
Quando só apresentava a área de esportes, chegava lá e fazia a minha parte. Quando passei a dividir a apresentação com a Renata Ceribelli e o Zeca Camargo, me envolvi de fato com todo o processo de criação, ajudei na idealização de quadros, pautas e é assim até hoje. Não deixo meu trabalho no "piloto automático". Eu vivo o "Fantástico" não só aos domingos, mas todos os dias da semana. Acho que o trabalho está dando certo. Do contrário, já teriam feito mudanças.
Na mais recente reformulação, Poliana Abritta assumiu o lugar de Renata Vasconcellos na apresentação do "Fantástico". Como a equipe recebeu mais essa alteração?
Foi tranquilo e acho que o nervosismo de todos já passou. Tem algumas semanas que a Poliana está no ar, ela é uma repórter segura e que se adaptou bem ao clima do programa. A presença dela no "Fantástico" não chega a ser uma novidade. Assim como eu, ela também passou pela sucursal da Globo em Brasília e é uma profissional extremamente versátil. A gente trabalhou muito para deixar o programa do jeito que está. Fomos nos pequenos detalhes e gosto muito do que vejo no ar.
Quais detalhes, por exemplo?
Coisas bobas, mas que fazem diferença no vídeo. Sou alto e para não ter tanta discrepância na tevê, ela usa um salto maior (risos).


