Burocracia quase impede entrada de peças
A exposição Cerâmicas de Picasso, que começa hoje, em Curitiba, quase não sai por culpa da burocracia, que emperrou a entrada das peças até terça-feira da semana passada. Miguel Enrique Frias, argentino, diretor da Miguel Frias e Associados, que representa a empresa argentina Texoart, proprietária das cerâmicas, foi o respnsável, junto com a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Margarita Sansone, pelo desembaraço das obras da burocracia internacional.
É um absurdo esta burocracia toda em plena vigência do Mercosul que faz mais exigências para a cultura do que para qualquer outro produto, reclama Margarita. Outra reclamação dos dois, foi quanto às taxas e tarifas que inviabilizaram a vendagem das cerâmicas em Curitiba.
Algumas peças poderiam ser vendidas por cerca de R$ 4 mil, mas com as taxas chegariam a R$ 15 mil, explica Frias. Com isso, a galeria Simões de Assis, que ficaria responsável pelas vendas após a exposição, está pensando várias vezes antes de aceitar a incumbência. Até mesmo a Fundação poderia adquirir para o seu acervo algumas cerâmicas, mas a este preço fica impossível, diz Margarita.
Apesar das dificuldades com a burocracia, Miguel Enrique Frias promete continuar com o intercâmbio cultural entre Brasil e Argentina. Ele deverá montar em maio, em São Paulo, a exposição da Coleção Constantine, do milionário argentino que é o maior colecionador de arte da América do Sul. Constantine ficou famoso no Brasil ao adquirir a tela Abaporu, de Tarsila do Amaral. Além disso, ele deverá comandar uma turnê brasileira do Balé do Teatro de Colón, um dos mais respeitados do continente. A turnê deverá incluir o Teatro Guaíra.





