'Burlesque' junta duas divas do pop
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Luiz Carlos Merten <br>Agência Estado 
São Paulo - Meados do ano passado, em Cancún, México. Christina Aguillera vem mostrar cenas de ''Burlesque'' no Sony Summer, evento de verão com que a distribuidora Columbia apresenta sua nova produção a jornalistas de todo o mundo. O filme é dirigido por Steve Antin. Ele está fascinado por sua atriz, Christina está fascinada por Cher, com quem divide a cena. O filme estreia hoje. Ganhou o Globo de Ouro de canção - ''You Haven't Seen the Last of Me'', na voz de Cher -, mas não é um musical que vá ficar para a história.
Christina Aguillera deve ter levantado às 4 da manhã, após a festa em sua homenagem - ao filme - na noite anterior. Às 8h30, horário da entrevista, ela já está montada, ou seja, já passou por 'aquela' sessão de maquiagem. A cara é puro pancake, mas você não acredita como essa mulher é linda. O repórter senta-se a seu lado. Por que um filme neste momento de sua vida e carreira? ''Há tempos flertava com o cinema. Era só uma questão de achar o projeto certo. 'Burlesque' me atraiu justamente por ser uma homenagem a esse tipo de teatro e representação. Desde muito jovem sou fascinada pelo burlesco. Temos uma expressão para ele: 'no brainer', um divertimento sem cérebro, o que não significa que não possa ser inteligente e divertido. Aliás, é inteligente e divertido.''
E como foi trabalhar ao lado de uma lenda como Cher? ''Maravilhoso. Ela é uma figura de uma generosidade extraordinária. Temos essa cena em que ela me maquia. Você olha aqui meu rosto, minha maquiagem. Não é pouca coisa. Na preparação da cena, fui realmente maquiada por Cher. E a história que ela conta é verdadeira, remete à vida dela. Para mim, foi um momento mágico. Pensei comigo - Christina, você chegou lá.''
O repórter não se furta a observar que ela tem um lado Carmem Miranda. Ela não foge do assunto. ''É uma figura icônica do cinema e da canção. Aonde quer que você vá, o cinema projetou uma imagem de Carmem e do Brasil através do cinema.'' E Lady Gaga, é uma ameaça? ''Cada uma de nós tem seu espaço, seu estilo. Admiro muito sua ética.'' Fazer cinema, um musical, é como dar prolongamento aos videoclipes? ''Era o que eu achava que fosse, mas foi uma experiência totalmente nova. Tive, realmente, de aprender a dançar. Você ainda não viu o filme, mas Steve (o diretor Antin) concebeu os números musicais justamente para mostrar a evolução da minha dança. Ele começa com muitos cortes, como nos clipes, e depois vai ficando mais fluido. Burlesque foi uma escola para mim.'' E a cena de sexo? ''Ah, Cam Gigandet foi 'very sweet' comigo.''


