O charme de Buenos Aires parece inabalável. Nem mesmo a crise econômica enfrentada pela Argentina nos últimos anos conseguiu tirar da cidade ''porteÀa'' uma de suas maiores qualidades, que é ser um local destinado ao turismo.
Tá certo que, além do tango, do clima, da gastronomia e dos belos prédios e monumentos, quem anda pelas ruas da capital vê reflexos nítidos da crise, como lojas fechadas, crianças pedindo esmolas nos sinaleiros e mães com bebês de colo nas calçadas implorando por uma ajuda.
Mas o brasileiro, tão acostumado a ver as mesmas cenas nas grandes e até mesmo médias cidades do Brasil, não se surpreende e aproveita as promoções imperdíveis para fazer compras, ainda mais agora com o peso argentino abaixo do real.
Outro ponto positivo é o preço da corrida de táxi. É possível visitar todo o centro e bairros mais importantes gastando bem pouco. Você roda de táxi e quando vai pagar sente até pena do taxista. Mas é bom pegar veículo de empresas cadastradas, para não correr o risco de ficar rodando do nada para lugar nenhum.
Quem vai para Buenos Aires, uma cidade que não dorme nunca, deve estar preparado para o seguinte roteiro: aproveite o dia para visitar museus, parques, praças, bairros, prédios históricos e monumentos. Chegando ao hotel, terá bastante tempo para tomar banho e relaxar, porque convém começar a jantar por volta de 21 horas, 22 horas ou até mesmo 23 horas. Somente a partir de 1 hora ou 2 horas é que a madrugada começa a esquentar nas boates, casas de show ou nos pubs irlandeses, uma nova moda. As saídas podem durar toda a madrugada e acabarem com um café-da-manhã restaurador com café, leite e croissants (medialunas).
Prédios históricos - Na área central, sem muito esforço, andando pouco, é possível visitar a famosa Plaza de Mayo, Casa Rosada (palácio do governo), que está em constantes reformas, o Obelisco na Avenida 9 de Julho, a Catedral Metropolitana, além de passear pelo Teatro Colón, Galerias Pacífico (um shopping center muito bonito, mas caro), Congresso Nacional, Palácio de Justiça e o Luna Park.
A Calle Florida, um calçadão que atravessa grande parte da região central, recebe cerca de 1,5 milhão de pessoas todos os dias. É uma loucura para andar, mas vale a pena, porque é a rua onde se concentra o comércio mais importante de Buenos Aires. Ali, peças de vestuário podem ser uma boa opção. Ainda mais se o cliente ''chorar'' e pedir um desconto do tipo ''levo duas, pago uma''. Eles aceitam. As indicações continuam sendo as fábricas de couro e as de cashmere, que fazem mega-descontos.
Uma chegada aos bairros mais importantes de Buenos Aires também é programa obrigatório para quem prentede entender um pouco mais sobre a alma argentina. Em Palermo, o turista vivencia um reduto dos esportes, natureza, embaixadas, ricos, artistas e políticos.
Um dos bairros mais conhecidos internacionalmente, a Recoleta é imperdível, seja por seus cafés, bares, feira de artesanato ou até mesmo pela noite, dedicada ao público jovem. Imitando Paris, possui grandes áreas verdes e fachadas em estilo francês. O charmoso bairro ainda concentra algumas construções de época e uma das ruas mais caras do comércio portenho.
É lá que fica o Hard Rock Café argentino, com sua lojinha de camisetas, bonés e moletons famosos que circulam por aí. O bairro também abriga o Museu Nacional de Belas Artes, recheado de novidades e instalações em sua volta, prédios e monumentos e a embaixada do Brasil.
San Telmo também faz parte dos passeios turísticos, mas é bom não se iludir com as antiguidades da feira de domingo. Lá, eles continuam ''enfiando a faca'', mas, dependendo do acordo, objetos de casa podem sair por um preço razoável. Na alimentação, compre vinhos e alfajores, as preciosidades argentinas. Os preços compensam. Mesmo para quem não quer comprar nada, vale a pena dar uma volta entre as barracas, comer e beber. San Telmo abriga também uma das mais tradicionais casas de tango de Buenos Aires, a El Viejo Almacén, que oferece jantar e show.

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