Britney Spears já é tratada como símbolo sexual da América
São Paulo, 27 (AE) - Os meninos também gostam de embalagem bonita. Apesar de ter um único hit, Britney Spears já virou capa da "Rolling Stone". Isso não incomoda tanto quanto o teor do artigo, que tratou a adolescente de 17 anos como o novo símbolo sexual da América. A fofoca da vez é que, antes das fotos, ela deu uma passadinha por uma clínica para aumentar os seios. É a indústria do disco em ação.
Se os Backstreet Boys são os New Kids revisitados, Britney Spears é Tiffany e Debby Gibson. Ou simplesmente Lolita. É como uma sedutora adolescente que ela conquistou alta rotação na MTV - em um vídeo-fetiche que a traz toda sexy, do lápis na boca ao uniforme colegial reduzidíssimo.
Sua estréia, "...Baby One more Time", com 3 milhões de cópias vendidas, é uma das histórias de sucesso do ano. A música que causou todo o furor tem o mesmo nome. Tanto hit quanto álbum atingiram, ao mesmo tempo, o primeiro lugar na parada de sucessos em suas respectivas categorias. É a primeira vez que isso acontece. A variação da fórmula já fez seu empresário lucrar - o mesmo do N Sync, com quem Britney costuma excursionar.
A fórmula da Lolita é um pouco mais apimentada que a dos Boys, mas é basicamente a mesma: música de raízes negras adocicada para crianças - ela era apresentadora do Clube do Mickey na TV. Sua sexualidade não difere tanto assim do similar local, Xuxa. Britney até tenta variar os ingredientes, acrescentando dancehall e um cover techno-pop de "The Beat Goes On", de Sonny and Cher. Mas ela não sabe cantar. Se bem que o público que pede seu vídeo na MTV não parece muito preocupado com seu talento vocal.





