A fase da ansiedade ficou para trás. Depois de pouco mais de quatro meses no ar em "Joia Rara", Maria Gal só quer saber de aproveitar a oportunidade de viver sua primeira personagem fixa na tevê, a fofoqueira Margarida. Antes de começar a gravar, a atriz confessa que sentiu um certo nervosismo. Mas agora, ela, que é cria do teatro, fica atenta à dinâmica das cenas para absorver o máximo de informações. "É completamente diferente de teatro. Como eu tinha muita vontade de fazer novela, sinto que é uma responsabilidade. Mas agora quero me divertir muito", assume ela, que também fez participações em "Carandiru e Outras Histórias", "Amor em Quatro Atos" e "Gabriela".
Baiana, o primeiro contato de Maria com o meio artístico foi através da dança. Aos 4 anos, foi matriculada no balé por sua mãe. No início da adolescência, passou a ter aulas de teatro dentro da própria escola de dança. E descobriu o que realmente gostava, apesar de também ter feito faculdade de dança em Salvador. "Ser bailarina me trouxe conhecimento do corpo e de como me colocar em cena", avalia. Depois de integrar o Bando de Teatro Olodum, Maria foi para São Paulo, onde trabalhou com o Teatro Oficina, companhia com a qual teve a chance de viajar para países da Europa, como Espanha e Alemanha. Mas o que ela sempre quis foi morar no Rio de Janeiro. Desejo que se concretizou há pouco mais de dois anos, quando levou para a cidade a peça "As Paparutas", escrita por Lázaro Ramos, através de sua própria produtora, a Realiza Produtora Cultural. "É libertador quando você encontra esse lugar da empresária e da produtora cultural. É mais uma forma de me reinventar e crescer profissionalmente enquanto artista", acredita.

Nome: Maria das Graças Quaresma dos Santos. "O Gal é apelido. Na Bahia, chamam Maria das Graças de Gal".

O primeiro trabalho na tevê: "Carandiru e Outras Histórias", série exibida pela Globo em 2005.

Sua atuação inesquecível: "No espetáculo 'Ensaio Sobre Carolina', que fiz em São Paulo. Foi inspirado em uma escritora negra, que muita gente não conhece, que se chama Carolina Maria de Jesus. Era sobre uma história incrível de vida e todos os atores faziam Carolina".

Interpretação memorável: Adriana Esteves como Carminha, em "Avenida Brasil", de 2012.

Um momento marcante na carreira: "Quando fui para fora do Brasil fazer espetáculo para muita gente".

Ao que assiste na tevê: "'Joia Rara' e séries. Adoro 'Breaking Bad'".

Ao que não assiste: "Desenho não tenho costume de ver, apesar de ser legal".

O que falta na televisão: "Séries legais".

O que sobra na televisão: "Programa de fofoca".


Ator: Wagner Moura.


Atriz: Fernanda Montenegro.


Com quem gostaria de contracenar: Wagner Moura, Adriana Esteves, Otávio Müller e Fernanda Montenegro, entre outros.

Se não fosse atriz, o que seria: Empresária.

Humorista: Chico Anysio.


Novela preferida: "Joia Rara".


Cena inesquecível na tevê: "Quando Carminha, interpretada por Adriana Esteves em 'Avenida Brasil', saía do barco, aos prantos, achando que tinha acabado de matar Max, de Marcello Novaes".

Vilão marcante: Carminha, de Adriana Esteves em "Avenida Brasil".

Personagem mais difícil de compor: "O do espetáculo 'As Paparutas'. Porque é muito difícil atuar e produzir".

Novela que gostaria que fosse reprisada: "Lado a Lado", exibida pela Globo em 2012.

Que papel gostaria de representar: "Uma vilã".

Par romântico inesquecível: "Lázaro Ramos e Camila Pitanga em 'Lado a Lado'".

Com quem gostaria de fazer par romântico: Domingos Montagner.

Filme: "Em Busca da Felicidade", de Brad Isaacs.

Autor predileto: Paulo Lins e Carolina Maria de Jesus.


Diretor favorito: Amora Mautner.


Mania: "De meditar. Medito duas vezes por dia".


Um medo: "Muitos. O negócio é saber lidar com eles. Acho que tenho um pouco de medo de me relacionar".

Projeto: "Quero muito fazer um projeto para cinema como produtora e atriz".

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