Seja escrita ou falada, uma boa história sempre tem o poder de encantar. Na semana passada, um grupo de quase 700 alunos de terceira à quinta série puderam se entregar ao mundo encantado da imaginação. À sombra de um frondoso abacateiro (próximo à antiga Casa do Papai Noel, onde hoje funciona a Patrulha Escolar Comunitária, na beira do Lago Igapó), eles foram apresentados por integrantes da Biblioteca Viva Itinerante ao divertido universo literário. No dia ensolarado, uma brisa suave lembrava o frescor da infância, etapa da vida preciosa que passa voando...A ação ''Brincar é Coisa Séria'' faz parte do Projeto Folha Cidadania, da FOLHA, e contou com a participação de 14 escolas de Londrina, Cambé, Jataizinho e Rolândia, durante dois dias.
Há três anos dando vida a histórias de tradição oral em praças e escolas da cidade, os palhaços Coisa Fina e Maria Flor, interpretados respectivamente por Fernando Goes e Daniella Fioruci, foram os dramatizadores do clássico infantil ''O Casamento de Dona Baratinha''. Com muito humor, brincadeiras e música, eles motivaram os alunos a perceber que o lúdico definitivamente faz parte do processo de aprender a gostar de ler.
Com pandeiro, zabumba e uma pequena sanfona foram criando um 'clima' para começar a contação. Cantigas de roda e versos rimados deram o mote para contar a desventura da Dona Baratinha, que após achar uma moedinha de ouro se anima em casar e sai à procura do pretendente ideal. Após ser cortejada pelo boi, um burrinho e até um cabrito, acha em João Ratão o dono do seu coração. Com o casamento acertado, tudo parecia bem até que tal ratão, por causa da gula, acaba caindo na panela de feijão. Por ser de tradição oral, há muitas versões para o final da história, que se originou na Índia. Umas dizem que Dona Baratinha acabou encontrando um verdadeiro Senhor Barato; outras, que até hoje ela suspira, na mesma janela, por um grande amor.
Após arrancar muitas gargalhadas da plateia atenta, que estava sentada sob uma lona verde, os contadores falaram da importância de suspirar - respirar profundamente para relaxar. E fizeram uma brincadeira em que suspirando os alunos deveriam 'desmaiar' no colo do amigo. A diversão não parou por aí: de repente uma valsa foi improvisada, com os alunos e professoras convidados a dançarem ao ritmo da sanfona e do pandeiro. Uma alegria só.
Como um tipo de desafio, os alunos se dividiram em grupos para responder charadas sorteadas por eles. Cada representante apresentava ao público a resposta e, caso estivesse certa, ganhava o direito de escolher um livro para uso da turma. Vale contar que todos acertaram as charadas e voltaram para a escola com um novo amigo: um livro novinho em folha.
''O 'era uma vez...' é algo que fascina crianças e adultos e o trabalho deles está de parabéns, pois conseguem aliar literatura com arte circense, rimas e música. É gostoso de ouvir a forma como eles contam histórias e ler acaba se tornando uma grande brincadeira'', comenta a pedagoga Sonia Regina Gaino Ferreira, do Colégio Estadual 11 de Outubro, de Cambé. ''E nossos alunos decidiram que todos irão ler o livro que ganharam, respeitando a ordem alfabética da lista de chamada'', acrescenta.
Já a professora Cristiane Gimenez Casarim, da Escola Municipal Dalva Fahl Boaventura, de Londrina, relata que os alunos ficaram admirados com o local onde aconteceu a contação. ''Foi uma atividade cultural diferente que também proporcionou aos alunos a oportunidade de visitar um ponto turístico de Londrina que muitos ainda não conheciam. Além de estimular a leitura, essa iniciativa faz o resgate de coisas simples e gostosas da infância'', pondera.
Segundo Daniella Fioruci, que também é pedagoga, a forma de interação dos alunos durante a atividade demonstra a qualidade do trabalho feito pelo professor em sala de aula. ''Dá para perceber quando o aluno tem intimidade com os livros e está acostumado a lidar com o coletivo. Quando não há a ação do educador por trás, os alunos não conseguem reagir'', avalia.
Participaram da atividade as seguintes instituições: Escola Municipal Profº Vicente Rodrigues Monteiro, Escola Municipal Wilson Chameleti, Escola Municipal D. Pedro II e Escola Municipal Princesa Isabel, de Jataizinho; Escola Municipal Francisco Aquino, Escola Municipal Anita Garibaldi, Escola Municipal Dalva Fahl Boaventura, Escola Alternativa, Escola Villasboas, Escola Municipal Odilon Gonçalves Nocetti e Escola Municipal José Gasparini, de Londrina; Escola Municipal Padre Simphoriano Kopf e Colégio Estadual 11 de Outubro, de Cambé; Escola Maria Teixeira George, de Rolândia.
Mais informações sobre a Biblioteca Viva Itinerante pelo www.bibliotecavivaitinerante.blogspot.com ou pelo e-mail [email protected].

Confira abaixo fotos exclusivas para a FolhaWeb:

'BRINCAR É COISA SÉRIA' O encanto de uma boa história
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