Quando fotografa um instante musical, o fotógrafo Marcio Bandeira não revela depois a imagem muda do que passou. A música e o movimento estão presentes, como a cena captada no momento. Essa visão do trabalho que desenvolve o jovem artista colocou no título da exposição que inaugurou ontem à noite no Museu da Imagem e do Som, ‘‘Ecos & Lume do Fim de um Milênio’’.
‘‘O eco está intrínseco na imagem; é como se o som perpetuasse através da luz, e ela se reverberasse com o som’’, fala Bandeira, que há três anos dedica-se à fotografia. O ‘‘Lumes’’ do título está mais ligado à experimentação que ele promove, na busca pelo não convencional.
‘‘Faço uma viagem pelos elementos água, fogo, terra e éter’’, explica. O éter, observa, representa tudo aquilo que foge aos conceitos mais padronizados e que se encontram naquilo que sua lente focaliza.
As fotos, nas dimensões 30x40, chegam a cerca de 45, espalhados pelas paredes do MIS. Em cores e em preto e branco, trazem a inquietude de Marcio Bandeira que antes de enquadrar sua sensibilidade na lente de uma máquina, trabalhava com xilogravura. ‘‘Meu negócio é sempre a imagem’’, resume o autodidata.
Ecos & Lumes do Fim de um Milênio’’, exposição fotográfica de Marcio Bandeira, no Museu da Imagem e do Som, à Rua Barão do Rio Branco, 395, telefone 232-9113. Em cartaz até 13 de maio.Marcio BandeiraImagens abstratas na exposição do fotógrafo Marcio Bandeira, que está no MISZeca Corrêa Leite

mockup