Brilhante trajetória
A caminhada de Roney Marczak no difícil e minado campo artístico foi acompanhada pela Folha de Londrina, com predominância nos anos que antecederam sua viagem à Europa. Ele mora em Freiburg desde 1990. O caderno cultural do jornal registrou vários concursos dos quais participou - em todos classificou-se em primeiro lugar.
Quando ganhou uma bolsa do D.A.A.D., rigoroso órgão do governo alemão, foi notícia até na revista Veja (edição nacional). Tinha 17 anos, era o primeiro músico no Brasil a obter essa conquista. Nessa época, acabara de vencer um certame nacional no Rio de Janeiro. Foi recebido por Lily de Carvalho e Roberto Marinho, na residência da então noiva do empresário.
Roney obteve as melhores notas nos exames de seleção da Escola Superior de Música de Freiburg. Havia apenas três vagas. Na audição de formatura, poucos meses atrás, conseguiu um feito raro: nota máxima de todos os professores da banca. O entusiasmo dos mestres pôde ser avaliado pelas dezenas de ramalhetes que chegaram à sua casa. Não tinha mais onde botar flores, lembra o músico.
Além de se apresentar com o pianista Christian Ruvolo, no duo Marczak-Ruvolo, Roney atua como solista e em recitais-solo. Sua fama chegou ao exclusivíssimo Kolleg St. Blasien, um dos colégios-internatos mais importantes da Europa. Construído em 1534 - foi fundado por Santo Inácio de Loyola -, o prédio localiza-se em meio aos arvoredos da Floresta Negra. É administrado por monges jesuítas.
Sendo sua principal função a educação e formação de jovens, esta é uma escola visada por políticos, milionários e nobres que se espalham pelo mundo todo. Marczak responde pela cadeira de violino. Dá aulas para 17 alunos que estão na faixa de 9 a 18 anos.





