Brilhando na Big Apple
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de julho de 1998
Celina Alonso Az 
Arquivo FolhaBallet Regina Mundi: prêmios e cumprimentos até mesmo nas ruas nova-iorquinasFoi um sucesso a participação do Ballet Regina Mundi, de Maringá, no New York Dance Alliance Festival, que terminou no dia último dia 6. O Festival reuniu bailarinos de todos os estados americanos e dos Estados Unidos e do Canadá. Na última fase eliminatória o Regina Mundi ficou com oito troféus, um para cada coreografia apresentada. E na grande final quando concorreram 122 coreografias diferentes, o balé de Maringá ficou com mais oito importantes premiações.
As coreografias de Michelle El Ghezz receberam os seguintes troféus: superouro (high gold) 1942 - Mulheres no Gueto, EspaÀa ; Gold (ouro) em Caracoles e Sono; High Silver (superprata) em uma Homenagem a Piazzolla e In Taberna e na categoria Silver uma premiação para Sultanas e Jogo Sério .
A diretora do Ballet, Roseli El Ghezz conta que além dos 16 troféus ficou com mais três prêmios, o de melhor figurino e melhor cenário para Espanha. E a 1942- Mulheres no Gueto ficou com a melhor nota.
A dança Sono também se destacou com o penteado mais interessante. A companhia brasileira foi convidada para este Festival no começo deste ano quando conquistou diversos prêmios no Festival de Danças do Mercosul em Foz do Iguaçu.Uma dos juradas apreciou nosso trabalho e prometeu levar o grupo para os Estados Unidos, conta Roseli.
Durante o Festival de Nova York os bailarinos - sempre vestindo agasalhos com as cores da bandeira escritos Paraná - Brasil receberam muitos cumprimentos pelas ruas nova-iorquinas. Eles nos viam e perguntavam Brasil? Yes Very Good, Very Good, conta a diretora do Regina Mundi. Foi um sacrifício porque gastamos muito na viagem. Só recebemos o convite mas tudo foi pago, e caro. Tirando as passagens que conseguimos com a intermediação do prefeito Jairo Gianoto junto a empresários, o resto foi tudo por nossa conta, e caríssimo.
Mas todos voltaram dizendo que valeu o sacrifício . O público nos aplaudiu muito. E alguns pais que nos acompanharam na viagem ouviram os comentários na platéia sobre os temas que dançamos. Eles disseram que eram sérios e envolventes e que nosso figurinos eram maravilhosos, conta a coreógrafa Michele El Ghezz, que foi convidada para voltar no próximo ano.


