A eterna estrela do cinema francês, Brigitte Bardot, foi absolvida esta semana das acusações de ‘‘provocação ao ódio e à discriminação racial’’, pelas quais teve que apresentar-se ao Tribunal Correcional de Paris em 19 de dezembro passado.
Associações anti-racistas reprovaram os termos utilizados por BB em um artigo do jornal conservador ‘‘Le Figaro’’ de 26 de abril de 1996, no qual ela denunciou as condições da matança de cordeiros pelos muçulmanos na França para a ‘‘atroz festa de Aid el Kebir’’.
O promotor pediu a condenação da atriz, com a publicação da sentença na imprensa como sanção. ‘‘Não conheço o ódio e a vingança, mas sim o protesto, e digo as coisas sem envolvê-las em papel de seda’’, disse Bardot, que acrescentou: ‘‘eu digo sempre o que eu penso. Algo deve ser feito contra o Aid el Kebir’’.
Quando se mencionou a afirmação sobre a ‘‘superpopulação estrangeira ante a qual nos inclinamos’’, referindo-se aos muçulmanos da França, BB respondeu que a afirmação tinha sido feita por que ‘‘quantos mais muçulmanos houver, mais cordeiros serão degolados’’.
Interrogada sobre sua posição de ‘‘lamentar o florescimento de mesquitas, enquanto as Igrejas são fechadas por falta de sacerdotes’’, a atriz disse sentir-se orgulhosa de ‘‘ser francesa e católica’’.

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