Jean Philippe Rameau, compositor e teórico francês, ao lado de Johann Sebastian Bach, é um dos pilares da moderna teoria musical, vigente até os dias de hoje. Acrescentando-se François Couperin a esta dupla, está formado o trio de compositores fundamentais para cravo.
Rameau foi organista em Clermont-Ferrant, em Paris. Tomando por base uma obra de Couperin, publicou em 1706 seu primeiro livro de peças para cravo. Dezesseis anos depois lançaria a obra onde estaria fundamentada a moderna teoria de harmonia – ‘‘Tratado de Harmonia Reduzida a Seus Princípios Naturais’’.
Voltaire, escritor e filósofo, e o músico conheceram-se em 1732 e dessa amizade rendeu a criação de uma ópera, ‘‘Hyppolyte et Aricie’’ (1733). Rameau atingiu o grau máximo na escala dos compositores de ópera. Tornou-se o mais importante nome do gênero desde Lully. Escreveu as óperas ‘‘Castor et Pollux’’ (1737) e ‘‘Dardanus’’ (1739), os bbalés ‘‘Les indes Galantes’’ (1735), ‘‘Les Fetes d’Heb钒 (1739) e ‘‘Platée’’ (1745).
Em 1741, Rameau publicou ‘‘Peças de Cravo em Concerto’’, livro no qual estão contidas sonatas para trio. Em 1750 foi a vez de ‘‘Demonstração do Princípio da Harmonia’’. Passado um século, a obra do compositor foi integralmente editada por Camile Saint-Saens, outro compositor francês de peso.(Z.C.L.)

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