Brecheret sob inspiração marajoara
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de abril de 2008
Equipe da Folha 
A trajetória artística do paulistano Victor Brecheret, falecido há pouco mais de 50 anos, é geralmente lembrada por sua atuação no Movimento Modernista Brasileiro e na realização de esculturas de monumentos da capital paulista. Na exposição que abre hoje na Galeria da Caixa, em Curitiba, os paranaenses terão a oportunidade de entrar em contato com uma das etapas artísticas de Brecheret menos conhecidas do grande público: sua fase indígena marajoara, que marcou seus últimos anos de vida.
A exposição ''A Arte Indígena de Victor Brecheret'' reúne 23 esculturas e 16 desenhos originais, acompanhados de documentação de época e ampliações fotográficas, com a vantagem de oferecer ao público um painel didático e informativo do trabalho do artista. A mostra é realizada com a chancela do Instituto Victor Brecheret, de São Paulo, e fica em cartaz até 11 de maio.
O interesse pela cultura da região amazônica marcou o trabalho do artista nas décadas de 1940 e 1950. O foco de Brecheret foram as primeiras civilizações que habitaram o Brasil na Ilha de Marajó, ao Norte do País - daí o título Arte Marajoara. Inspirado nessa cultura, ele inventou sua própria arte indígena, com um estilo que se aproxima do primitivismo.
Em materiais como mármore, pedra, bronze e, principalmente, terracota, o artista esculpe grafismos que lembram a escrita cuneiforme, representando lendas e mitos indígenas. Entre as obras da exposição, estão ''O Índio e a Suaçuapara'' (vencedora do I Prêmio Nacional de Escultura Nacional da I Bienal de São Paulo), ''A Luta da Onça'', ''Veado Enrolado'' e ''Beijo'' (esta última, pertencente ao acervo do Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado).
SERVIÇO
- ''A Arte Indígena de Victor Brecheret''
Onde - Galeria da Caixa, Rua Conselheiro Laurindo, 280, em Curitiba
Quando - Abertura hoje, às 19h30. A mostra permanece aberta até 11 de maio. Horários de visitação: de terça a quinta das 10h às 19h, e de sexta a domingo às 10 às 21h
Quanto - Entrada franca
Mais informações, tel. (41) 2118-5114


