Bravo retrata vida de Cole Porter
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sexta-feira, 30 de outubro de 1998
Ranulfo Pedreiro 
A sofisticação veio cedo. Ainda na infância, Cole Porter já dedilhava o piano e arranhava o violino. Embora fosse originário da desconhecida Peru, em Indiana, o músico veio de uma família sem problemas financeiros. Seus dois grandes desafios para iniciar a carreira foram justamente convencer o pai de que não seria advogado e o público de que não era um esnobe brincando de compositor. Venceu ambos.
Cole Porter transpirava aristocracia em suas composições, enquanto as letras seguiam rumo contrário, falando de prostituição e drogas quando esses assuntos só eram tratados por quem era do meio. O compositor foi ainda mais longe, levou uma vida tão extravagante que nem sua esposa Linda Lee Thomas aguentou. Além do consumo de álcool - há quem diga que era toxicômano - Porter não fazia questão, mesmo casado, de ocultar suas preferências homossexuais. Um escândalo para o início do século.
Autor de Night and Day, Ive Got You Under my Skin e I Love Paris, Cole Porter se limitou, ao contrário de Gershwin, à música popular. E - também ao contrário de Gershwin - viveu tempo suficiente para ver a repercussão de sua música, pois morreu em 1964.
Sua vida teve momentos dramáticos a partir de 1937, quando caiu de um cavalo e feriu gravemente uma das pernas, que foi amputada em 1958. O compositor abandonou então o piano e se isolou em uma casa de campo. Suas músicas foram gravadas por cantores de todo o mundo, de Frank Sinatra a Caetano Veloso.
A biografia de Cole Porter é retratada no documentário The Cole Porter History - Youre the Top, que o canal pago Bravo Brasil mostra a partir das 20 horas, com legendas.


