Bratz: de carne, osso e fashion
Elas são as sucessoras adolescentes das barbies. São bonecas e também personagens de desenhos animados televisivos para meninas obcecadas com moda em sua acepção mais ampla e oca - roupa, complementos, maquiagem, perucas, etc. Feirinha das vaidades. O público para a adaptação das peripécias das meninas é bem concreto, é aquela considerável fatia ''teen'' preparada em casa por frustrações diversas para serem candidatas a Xuxa. As ''Little Miss Sunhine''...
As ''bratz'' são quatro adolescentes na faixa dos 15 anos (Yasmin, Jade, Sasha e Chloe), calouras num colégio onde quem manda e desmanda é a garota mais popular. É contra ela que o quarteto agora de carne e osso vai se bater em duelos variados. Esta indigente linha de argumento é apenas o pretexto para uma explosão de diversos ingredientes previsíveis no contexto da comédia escolar americana - acertou quem disse ''High School Music'', mas este é obra-prima diante de ''Bratz: o Filme''.
Alternam-se episódios cômicos (?), sentimentais (?) e moralizantes (!), mesclados a declarações de ''mega-amizade''. As intérpretes das bratz parecem bem mais velhas do que suas personagens, e quem rouba a cena é a ''tirana'' da escola, interpretada por Chelsea Staub com graça e talento que as ''boazinhas'' não têm.
Mais absurdo do que Jon Voight aceitar o papel do ridículo decano da escola competitiva é o convite que os produtores fizeram a ele. (C.E.L.J.)





