Da Redação
Brasília sediará em julho do ano 2000 o maior evento mundial de cavernas. O tema central será ‘‘Espeleologia no 3º Milênio - Contribuindo para o Desenvolvimento Sustentável’’. Serão três congressos simultâneos de espeleologia – 13º Internacional; 4º da América Latina e Caribe; e o Espeleo Brasil 2001.
Para garantir apoio do governo brasileiro aos eventos, representantes de vários países reuniram-se em Braasília com o ministro do Meio Ambiente,
José Sarney Filho e com a presidente do Ibama, Marília Marreco Cerqueira. Também participaram da reunião o presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia, Edward Dias Magalhães, e de Ricardo Marra, diretor do Centro de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas- Cecav, criado pelo Ibama há dois anos. O Brasil é o quarto maior país em quantidade, qualidade e extensão de cavernas, mas só 10% do parque brasileiro foram explorados por falta de recursos financeiros e técnicos. Apenas para manutenção das cavernas cadastradas, o Cecav precisaria de R$ 700 mil e só conta com R$ 100 mil, quantia que corresponde a R$ 2 mil por estado, diz Ricardo Marra.
Sua maior preocupação é com a preservação ambiental e arqueológica das cavernas, pois esse é um dos grandes filões de turismo jovem do próximo milênio. E adverte: ‘‘conduzido de forma adequada e criteriosa o turismo espeleológico apresenta-se como uma das atividades econômicas mais promissoras para os estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e outros em menor escala que concentram as 2.700 cavernas cadastradas na SBE, das quais 82% estão no banco de dados do IBAMA.’’
Melhores que o Brasil em espeleologia só os Estados Unidos, França e Alemanha. A maior caverna brasileira é a Toca da Boa Vista (BA), com 71 km de extensão, e a de maior importância arqueológica é a do Parque Peruaçú (MG). Mas a região centro-oeste também tem suas riquezas. O patrimônio espeleológico do DF é bastante diversificado, merecendo atenção especial as cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca, em São Domingos (GO), a Gruta dos Ecos, nas proximidades de Brasília e a maior do país em mecaxisto, o Buraco das Araras, e o Buraco do Inferno, com um profundo lago cristalino.

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