Brasileiros vão invadir a Argentina
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quarta-feira, 26 de junho de 2002
Da Redação 
O câmbio do dólar está favorável para os brasileiros e operadoras já registram um aumento significativo na procura por pacotes para as férias de julho
As maiores operadoras de turismo do país já comemoram o aumento da reserva de pacotes para a Argentina em julho. A CVC está fretando um vôo por semana para Bariloche e a Agaxtur contabiliza um aumento de 40% nas vendas em relação ao ano passado. A Agaxtur prevê que vai levar mais de 3 mil brasileiros para passar as férias de inverno na Argentina. Em 2001 foram 2,4 mil turistas.
Além dos preços convidativos, com passagens em média 40% mais baixas do que no ano passado, o brasileiro vai encontrar um país que está com um custo de vida em média de 50% a 60% mais barato. Para o vice-presidente da Agaxtur, Aldo Leone Filho, esses dois fatores têm feito com que Buenos Aires se transforme, este ano, na coqueluche de fim de semana para os brasileiros, e Bariloche, na melhor opção para casais e famílias inteiras para as férias de inverno. Um fim de semana em Buenos Aires, no Crowne Plaza Panamericano, um cinco estrelas, sai a partir de US$ 288 por pessoa em apartamento duplo, enquanto uma semana em Bariloche, também no mesmo hotel, sai a partir de US$ 1.120 por pessoa. E tudo pode ser parcelado.
Os agentes de turismo dão algumas dicas para os brasileiros que estão com viagem marcada para a Argentina: leve dólares, cartão de crédito, travelers checks ou pesos. Os argentinos não estão aceitando cheques e não gostam de receber em reais. A equivalência está na casa de um dólar para 3,60 pesos, e as ofertas são tentadoras. Em Buenos Aires, por exemplo, há casacos de couro por US$ 50 ou bolsas por US$ 20 ou US$ 30, bem como sapatos de couro masculino da Guido por US$ 50, ou femininos por US$ 30; calças jeans marcas Daniel Cassin, John Cook ou Zara também por US$ 30. Os sapatos masculinos custavam há um ano quase US$ 100 e as calças, bolsas e sapatos femininos custavam pelo menos 50% mais no último inverno. Os casacos também não saíam por menos de US$ 120 cada.
O cafezinho que chegou a custar US$ 3 na Recoleta, bairro chique de Buenos Aires, hoje pode ser encontrado por menos de US$ 1. Uma ópera no Teatro Cólon custa entre US$ 12 e US$ 20, e o melhor local na platéia sai a no máximo US$ 50, enquanto em 2001 o ingresso mais barato estava na casa dos quase US$ 40. Em termos de gastronomia os preços também estão favoráveis: um jantar no restaurante La Stancia, especializado em carnes custa menos de US$ 50 para duas pessoas; no Tomo Uno, outro local muito disputado por quem gosta de boa comida, sai em média US$ 15 por pessoa.
Alguns cartões de crédito estão oferecendo vantagens este ano para o turista brasileiro. Quem comprar passagem na Agaxtur para Bariloche, por exemplo, usando o cartão Visa, além de pagar o pacote com o cartão poderá parcelar a despesa em seis vezes sem juros, e terá direito a um jantar no restaurante Família Weiss, especializado em comida da Patagônia; a um passeio pela área do cerro Piedras Blancas; e o Snow Free, um dia inteiro de aulas de esqui, incluindo o aluguel de roupas especiais para a neve e material para a prática do esporte.


