Pelo menos para 192 torcedores brasileiros, a viagem à França para assistir aos jogos da Copa do Mundo deste ano, terá um estilo especial. A Bon Voyage Operadora, do Rio de Janeiro, fretou um dos cinco aviões da Air France e oferece duas saídas exclusivas para a primeira ou segunda fase do Mundial. O turista pode escolher entre três programas. O seleto grupo que viajará no Concorde terá a chance de experimentar o que personalidades como Madonna, Mick Jagger e a princesa Diana sentiram: voar numa velocidade de 2.200 quilômetros por hora, bem superior à velocidade do som, que é de 1.350 quilômetros horários.
A sofisticação da superaeronave fica por conta do luxo do serviço de bordo, desfrutado por mais de 1 milhão de pessoas que viajaram no Concorde desde o primeiro vôo em 1976.
No design externo, a asa em delta (letra grega semelhante ao triângulo) proporciona a elegância dos pousos e decolagens. Os 12 cardápios incluem caviar, médaillon de foie gras, pato fatiado com morangos, patisserie e outros pratos e sobremesas. O glamour foi completado há pouco mais de um ano, quando as cabines do Concorde foram redecoradas pela designer francesa Andrée Putman.
Recebidos por belas e elegantes comissárias e brindados com os melhores champanhes franceses, os passageiros são presenteados com perfumes finos, chinelos confortáveis, canetas e folhetos que explicam a ‘‘aventura’’ de voar em velocidade supersônica e poder ver a curvatura da Terra a 18 mil metros de altitude. A desvantagem é que o deleite não dura muito. Com um consumo de 22,6 litros de combustível por hora de vôo, o Concorde faz o trajeto do Rio de Janeiro a Paris em apenas 5h55, cinco horas a menos do que o Airbus, avião convencional da Air France.
Desde 1982, ano em que a Air France desativou a linha do Concorde no Brasil, o supersônico só tem sido visto no País em eventos especiais organizados por agências de viagem. Atualmente existem 12 Concordes no mundo: sete na British Airways, da Inglaterra, e cinco da Air France.

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