Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça, em parceria com a Unesco, revelou que o brasileiro não quer nada com a censura. Os dados só vão ser divulgados na semana que vem, mas a Agência Estado apurou que o estudo aponta a aprovação, pela maioria dos entrevistados, de um organismo independente, nos moldes do Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), para fiscalizar o que passa na TV, cinema e vídeo.
O trabalho, realizado pelo Ibope e Retrato Consultoria e Marketing, é a mais ampla pesquisa já feita no Brasil sobre a relação entre o espectador e os meios eletrônicos de comunicação. O objetivo é verificar se a população considera que a televisão, cinema e vídeo interferem na educação, no cotidiano e nos valores sociais e morais da sociedade.
Segundo o estudo, o brasileiro rejeita a idéia de o governo interferir no que ele assiste. A rejeição é maior nas classes A e B, os chamados formadores de opinião. As classes D e E têm maior dificuldade em reconhecer a atuação da censura.

mockup