Vim, vi e venci. Os brasileiros aproveitam um bom momento nos seriados norte-americanos e vivem uma espécie de volta para casa agora que as estreias chegam à TV paga brasileira.
A carioca Morena Baccarin pode até exagerar que conquistou um planeta. Assim diria Anna, sua personagem em ''V'', líder de uma raça alienígena com planos de dominar a Terra. Com a estreia de ''V'', prevista para 7 de abril na Warner, ela agendou uma vinda ao Brasil para divulgar a série.
Já Bruno Campos tem um histórico em Hollywood. ''Às vezes, espero muito para um papel aparecer. Noutras, acontece tudo ao mesmo tempo, como agora.'' Ele estará presente em três seriados na semana que vem.
Em 1997, teve seu primeiro sucesso, com ''Jesse'', que chegava a 28 milhões de espectadores. Voltou ao Brasil em 1995 com o convite para ''O Quatrilho'', de Fábio Barreto, que disputou um Oscar e perdeu. Mas ficou com boa fama nos EUA. ''A televisão está numa competição muito saudável. Como a audiência está mais picotada, um seriado não precisa atrair mais 40 milhões de pessoas. Os produtores reconhecem que há público a ser atingido fora dos EUA, por isso colocam personagens que vêm de vários lugares. Há uma riqueza social e demográfica nos papéis. Foi bom para todos nós.''
Para mostrar a variedade, Campos vive o suspeito de um crime (''Castle''), um cirurgião viciado (''Private Practice'') e um ''médico beduíno'' (''Royal Pains''). Nem sempre é um latino. ''Às vezes estão procurando alguém com meu perfil, às vezes isso não importa''.
Já Maiara Walsh, que interpreta Ana Solis em ''Desperate Housewives'', acredita que a preocupação com a diversidade faz o momento especialmente bom para mulheres latinas. Segundo ela, mais do que uma maior gama de papéis, há bons personagens para escolher.
''Fiz três testes na época e tinha conseguido um papel em outra série, mas escolhi esta'', conta. ''Ana é malvada, o que é divertido fazer. Mas, quando aceitei, não sabia que a história dela fosse crescer tanto. Nas séries, nem a gente sabe o que vai acontecer, até que acontece.''
Nem sinal do apuro que passou Rodrigo Santoro em ''Lost'', morto após alguns episódios - e pouquíssimas falas - por falta de empatia com o público.

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