São Paulo - O paulistano Marcos Casuo, 37, viajou por vários países com o circo mais conhecido do mundo, o Cirque du Soleil, até 2009. Deixou de lado o trabalho de palhaço que fazia lá para dar início a um projeto pessoal. Um espetáculo que, como ele mesmo define, é uma nova maneira de fazer entretenimento no Brasil.
Sem maquiagem, de camiseta regata e boné virado para trás, o artista falou após apresentar o show ''Universo Casuo'', em cartaz no teatro Procópio Ferreira, na capital paulista, até junho.
Casuo usa a palavra ''sonho'' como se fosse um resumo de sua trajetória. ''Comecei como acrobata com 17, 18 anos, no circo do Marcos Frota (Grande Circo Popular Brasil). Um dia, com meus colegas, vi uma apresentação do espetáculo ''Alegría', do Cirque du Soleil, em uma fita de vídeo. Disse que, um dia, trabalharia lá. Virei motivo de piada nos bastidores'', lembra.
''Até que, em 2001, fui chamado para fazer uma audição para participar do Cirque du Soleil. Deu certo. Comecei como acrobata, depois virei palhaço. Passei por Japão, Espanha, Rússia... E voltei'', diz.
Casuo explica que, além de ter a alma de palhaço, ele é um ''clown'', que significa palhaço, em inglês, mas não representa exatamente a mesma coisa. ''O ''clown' tem esse humor sensível, sutil. Mas isso também muda de país para país'', explica. No Cirque, ele era o ''clown Casuo''. No espetátuco, ele faz três personagens. ''Mas uso o mesmo cabelo'', diz, referindo-se ao tufo na testa que faz parte da caracterização.
De volta ao Brasil, ele resolveu colocar em prática o projeto que já vinha escrevendo em sua turnê pelo mundo. No ''Universo Casuo'', seus números são intercalados por acrobatas e malabaristas. ''O circo é um mundo colorido de oportunidades.''
Serviço
Espetáculo ''Universo Casuo''
Quando - Sábada e domingo, às 16h, até 26/06.
Onde - Teatro Procópio Ferreira (R. Augusta, 2.823, São Paulo).
Quanto - R$ 70.

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