Não se sabe como, quando e onde surgiu a luta de braço, esse esporte de contato físico que une técnica e força. Sabe-se apenas que é praticado em 50 países em todo o mundo. No Brasil, de acordo com Cristian França, estima-se que há pelo menos 900 esportistas (dos quais 150 mulheres) aptos a competir. E mais: o Brasil está entre os cinco primeiros no ranking mundial - a Rússia é a atual campeã. No Paraná, há cerca de 80 competidores, dos quais 50 são de Londrina. Entretanto, apenas cerca de 20 mulheres praticam o esporte no Estado.
Isso não significa que a luta de braços é um esporte essencialmente masculino. Já foi. Não é mais porque as mulheres, a exemplo do que aconteceu no caratê e no futebol, também perderam o medo e resolveram pôr o braço à prova. ‘‘Hoje não há mais preconceito e eu acho que o livro vai ajudar nisso também’’- diz Cristian.
Todos podem praticar o esporte se for de maneira puramente recreativa. Mas se for para competir, a coisa toda já muda de figura. É necessário, antes de mais nada, ter disciplina, condicionamento físico, uma boa alimentação e... ‘‘É preciso também ter predisposição genética para o esporte’’- avisa Cristian.
E nesse sentido, o autor destina um tópico no livro sobre Princípio da Individualidade Biológica em que, em breves palavra, é imprescindível observar as características genéticas de cada pessoa. Além disso, a luta de braço exige do competidor não só técnica e condicionamento físico como também respeito às normas que regem o esporte. ‘‘Nossa filosofia baseia-se também no respeito ao oponente mesmo que ele seja mais fraco’’- diz Cristian, que também é árbitro da Confederação Brasileira de Luta de Braço.
Um competidor é desclassificado, por exemplo, se retirar o braço caso vejo que seu adversário vai vencê-lo. Quer dizer, uma vez iniciada a luta é preciso ir até que haja a queda total de um dos braços. Por ser um esporte que mexe com os membros superiores, muita gente pode imaginar que basta apenas ter um antebraço reforçado. Ledo engano. É aí que entra a técnica. ‘‘A força do punho é primordial’’ avisa o treinador. (A.M.J.)

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