A primeira redução do segundo ciclo missioneiro (1647-1768) a ser criada no Brasil foi São Francisco de Borja (1682). Em seguida vieram a de São Nicolau (1687), São Luiz Gonzaga (1687), São Miguel Arcanjo (1687), São Lourenço Mártir (1690), São João Batista (1697), Santo Ângelo Custódio (1706). Esses são os chamados Sete Povos das Missões, que hoje integram o território do Rio Grande do Sul.
As reduções também possuem três fases artísticas distintas. Entre 1610 e 1641, há pouquíssimos indícios de esculturas e a arquitetura se limitava a ocas em palha e madeira (a redução de Guayrá, ao norte das Cataratas do Iguaçu foi um bom exemplo dessa estrutura). Entre 1647 até meados de 1700, os índios passaram a usar melhor o barro cozido para fazer o acabamento das casas (telhas e ladrilhos) e utilizar entalhes nas construções.
Quem visitar San Ignacio Mini, encontrará belas obras que retrataram esse período. Do início do século XVIII até o fim das missões, os índios escultores estão mais atentos à estética e utilizam referências européias (vistas em livros ilustrados) na arquitetura local, além de criarem maravilhosas obras de arte barrocas. Traços desta última fase podem ser encontrados principalmente nas ruínas de San Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul.
No museu de São Miguel das Missões (RS) há cerca de 100 peças barrocas, desde pequenos frisos e entalhes até grandes estátuas, abrangendo santos e gárgulas. O acervo mantido no local é considerado pelos especialistas a produção mais rica entre as obras encontradas nas ruínas existentes nos três países.

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