No Brasil, vale a regulamentação estabelecida pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), em março do ano passado, de não se fumar na primeira hora de vôo a bordo das aeronaves das companhias nacionais. No entanto, muitas pessoas ligadas ao trade apóiam a proibição total da fumaça. ‘‘Temos notado muito mais passageiros que não fumam a bordo, mesmo sendo fumantes’’, diz o assessor de Imprensa da Transbrasil, Jorge Honório. A Vasp e a Varig também estão se conscientizando de que a abolição do fumo nos aviões é um processo lento, porém inevitável. ‘‘Acho que a tendência é o mercado contra o fumante se fechar e, no futuro, isso também refletirá no Brasil’’, diz a assessora da Vasp, Lígia Cruz. Com base em pesquisas das companhias aéreas brasileiras e nas recomendações das entidades internacionais, das quais o Brasil é um dos signatários, a Associação Médica Brasileira (AMB) acaba de lançar uma campanha que busca chamar a atenção do passageiro para os males causados pelo fumo dentro das aeronaves. ‘‘Criamos uma campanha agressiva pedindo maior atenção do passageiro’’, diz o presidente da AMB, Antonio Celso Nunes Nassif.
Com apoio da Infraero e do DAC, 500 mil folhetos estão sendo distribuídos nos aeroportos de todo o País. O folheto enumera e explica as razões por que não se deve fumar em viagens aéreas. Entre elas, por exemplo, informa que a altitude faz com que o quadro de poluição se agrave, trazendo prejuízos contínuos para tripulantes e passageiros. ‘‘Achamos que é a hora de interferir, para que o Brasil cumpra as recomendações internacionais’’, diz Nassif. Segundo ele, esse é apenas o primeiro passo de uma grande campanha nacional contra o cigarro.

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