São Paulo - Jornalistas de todo o mundo desembarcaram no Brasil para acompanhar a visita do presidente dos EUA, Barack Obama. Ontem, quando eles estavam embarcando para seus países, uma nova batelada da imprensa internacional aportou em terras brasileiras para um evento muito mais leve, mas não destituído de ressonância midiática. A empresa Fox promove, no Rio, a junkett da nova animação de Carlos Saldanha. Virão, novamente, jornalistas do mundo todo, a maioria dos EUA, onde Rio estreia dia 15 de abril, uma semana após a estreia brasileira, dia 8.
Bem antes disso, a imprensa estará toda no Rio para assistir a ''Rio'', que é como se chama o filme. O tapete vermelho, hoje, promete. Virão o diretor Carlos Saldanha - naturalmente - e também os astros e estrelas que emprestam suas vozes aos personagens. Anne Hathaway, Jesse Eisenberg (de A Rede Social) e Jamie Foxx.
Saldanha está voltando ao Brasil. No fim de semana retrasado, após um intenso planejamento do evento carioca - projeções do filme para imprensa e convidados, entrevistas coletivas e individuais do grupo todo -, ele esteve em Abu Dhabi para ministrar uma master class, discutindo os novos rumos do cinema, as novas tecnologias, num simpósio que também contou com a participação de James Cameron, responsável pelos fenômenos Titanic e Avatar.
Por falar em fenômeno, o próprio Saldanha não deixa de se constituir em outro. Codiretor (com Chris Wedge) do primeiro A Era do Gelo, ele dirigiu sozinho o 2 e o 3, que estouraram em todo o mundo - e o terceiro filme, que fez quase 10 milhões de espectadores somente no Brasil (9,266 milhões), tomou de roldão as salas de todo o mundo, batendo recordes e levando a animação a picos de faturamento que deixaram para trás os campeões da Disney, Pixar e DreamWorks. O sucesso foi tão grande que Saldanha conseguiu da Fox quase US$ 100 milhões para realizar seu sonho.
Rio é uma celebração do Brasil - e da Cidade chamada de Maravilhosa -, por meio da história de uma arara-azul macho (Blu) que descobre o País (e o amor). No início, era para ser uma história de pinguins, mas quando Saldanha apresentou o projeto para possíveis investidores, a ''pinguinlândia'' se estabelecera em Hollywood, com vários filmes.
Para continuar falando de aves - plumagens -, ele transformou seu pinguin numa arara que não consegue voar e que vive, no Rio, uma aventura singular. ''É uma história de superação'', define o diretor. Os olhos do mundo estiveram no Rio, com Obama. O gringo número um chegou num momento de crise (da sua administração) para descobrir o Brasil. A arara-azul chega, na sequência, para voar. Mais que o Cristo Redentor, o céu é o limite para o próprio Saldanha.

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