Brasil estréia em estádio histórico
Berlim A estréia do Brasil na Copa do Mundo, no dia 13 de junho, contra a Croácia, e a final quem sabe com a presença da seleção brasileira novamente , dia 9 de julho, serão num palco histórico para o esporte: o Estádio Olímpico de Berlim, onde foram realizadas a Olimpíada de 1936 e a Copa de 1974, vencida pela equipe anfitriã.
O fato marcante na arena da capital alemã ocorreu nos Jogos de 1936. Adolf Hitler considerava o evento perfeito para que os nazistas fizessem sua propaganda política e ideológica, e a arena, ideal para comprovar a supremacia ariana.
O grande astro da Olimpíada, no entanto, foi um negro, o americano Jesse Owens. O velocista conquistou quatro medalhas de ouro, mas nunca recebeu os cumprimentos do inconformado fuhrer.
O Estádio Olímpico foi projetado pelo arquiteto Werner March e construído entre 1934 e 36. Por ser tombado pelo patrimônio histórico, sua reforma teve de ser conduzida com limites. As obras ocorreram entre o fim de 2000 e a metade de 2004 e custaram 242 milhões.
Sua capacidade total é para 74 mil espectadores, mas, durante o Mundial, ela será reduzida. A final, por exemplo, só poderá ser vista no estádio por 55.562 torcedores. A arena, embora imponha respeito, não tem o layout moderno de outras que serão sede das partidas da Copa, como a de Munique. ''Mas é um grande estádio, muito bom de se jogar nele'', diz o atacante Marcelinho Paraíba, ex-São Paulo, principal jogador do Hertha Berlim, clube da capital alemã.
A Copa do Mundo não poderia ter o pontapé inicial em melhor lugar. O Allianz Arena, palco de Alemanha x Costa Rica, no dia 9 de junho, é o mais moderno estádio da Europa e tem capacidade para 66 mil pessoas. ''É o mais bonito do mundo'', exagera Franz Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador do Mundial de 2006.
Seu desenho parece o de um pneu, causa impacto. Alguns gostam, outros acham estranho. A tecnologia utilizada, porém, não causa dúvida. É eficiente e vem sendo testada na Bundesliga (Campeonato Alemão) desde o meio do ano os painéis translúcidos que cobrem a área externa propiciam que a grama receba mais luz solar do que o normal.
Os times da cidade, o Bayern e o Munique 1860, recepcionam os adversários no Allianz Arena, ou World Cup Munique Stadium, como preferem os dirigentes dos clubes locais, proprietários do estádio. As obras foram finalizadas em menos de três anos e custaram 280 milhões divididos pelas duas agremiações.
O metrô é uma boa opção para levá-lo ao palco de Brasil x Austrália, em 18 de junho. A estação mais próxima fica a 15 minutos dos portões principais. Se for de carro, atenção: o trânsito costuma ser caótico. ''É melhor se programar para chegar uma hora antes do início da partida'', alerta Christopher Tantum, diretor de Comunicação. O menor problema será estacioná-lo. A garagem oferece 10 mil vagas e custa, atualmente, 5.
A seleção brasileira irá conhecer a Ópera do Futebol como é conhecido o Westfalenstadion, estádio de Dortmund no jogo contra o Japão, na terceira rodada da primeira fase. A arena, construída para a Copa de 1974, recebeu investimento de mais de mais de 45 milhões para ser reformada e modernizada para o Mundial de 2006, em que estará liberada para 66 mil espectadores. Bonito e gigantesco, é melhor evitar comprar ingressos para a parte mais alta da arquibancada. Ela fica distante demais do campo.
Futebol em Dortmund é garantia de festa. Os torcedores são fanáticos pelo Borussia e pelo esporte e, seguramente, se juntarão a brasileiros e japoneses no dia 22 de junho para uma grande celebração.
Uma simples partida já é motivo para parar a cidade. O Estado acompanhou no dia 3 o confronto entre Borussia e Hannover, pelo Campeonato Alemão. Na porta do estádio, um ambulante vendia, além dos produtos do Borussia, bandeiras do Brasil. Por quê? ''Admiramos o futebol brasileiro'', explicou. (E.M./AE)





