Atrações internacionais, milhares de fãs, estádios lotados. A cena se repete cada vez com mais frequência nos maiores palcos do Brasil - no repertório recheado do ano passado, por exemplo, artistas consagrados como Metallica, Black Eyed Peas, Paul McCartney, Pearl Jam e Aerosmith, entre outros, fizeram escala por aqui. O ritmo dos grandes shows não parece diminuir; apenas no primeiro semestre de 2012, já estão confirmados os shows de Foo Fighters, Arctic Monkeys, Roger Waters e Bob Dylan em território nacional.

Mas não é em todo canto que o volume está alto. Michael Eavis, fundador do tradicional festival de Glanstonbury - realizado anualmente na Inglaterra desde 1970 - declarou ano passado, em tom pessimista, que ''os grandes festivais de música estão chegando ao fim''. Em entrevista para o jornal inglês The Guardian, o veterano promotor disse acreditar que shows menores são mais vantajosos na atual situação econômica europeia. ''Nós provavelmente só teremos mais três ou quatro anos, antes de declararmos o fim de Glastonbury'', admitiu.

Enquanto na Europa e nos EUA os grandes shows sofrem dificuldade para lotar estádios, aqui a situação vai na direção oposta: sem ingressos para tanto público, o Brasil (acompanhado da Índia e China) hoje é indicado como um dos mercados mais promissores para a realização de mega-shows e festivais, que estão migrando para países emergentes. O resultado prático disso é que artistas que antes (quase) nunca passavam por aqui, já vestiram o verde-amarelo e adotaram o país como roteiro indispensável em suas turnês.

Leia mais na matéria do repórter Rafael Ceribelli

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