Brasil de muitas definições
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de junho de 2005
Katia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
Curitiba Que palavra você usaria para definir o Brasil? A diretora Adriana Babinski fez a mesma pergunta, mas destinada a dezenas de americanos que moram em Pittsburgh, nos Estados Unidos. O resultado está no documentário ''Brasil-One-Word'', que será exibido hoje, na Cinemateca de Curitiba, junto a outros dois trabalhos da cineasta. O documentário de 13 minutos foi filmado no ano passado. No curta, americanos e brasileiros que moram nos EUA retratam o Brasil em apenas um verbete.
Durante as filmagens, a diretora ouviu coisas inusitadas, como ''depilação brasileira''. Mas quem usaria essa expressão para definir o país? A diretora explica: ''Lá a depilação é diferente, mas existe uma especial chamada 'brasileira'. Foi o que a entrevistada lembrou.'' Outras palavras, como ''grande'' e ''futebol'' também aparecem nas respostas. Para fazer as perguntas, Adriana pediu ajuda a uma entrevistadora. ''Não queria que o meu sotaque influenciasse nas respostas'', revela.
O documentário foi exibido no Festival Brasileiro da Universidade de Pittsburgh como projeto artístico para promover e divulgar a cultura brasileira. A idéia de produzi-lo surgiu da curiosidade da diretora de saber o que as pessoas pensavam do seu país. Morando nos Estados Unidos há seis anos, Adriana dediciu estudar cinema há dois, na Pittsburgh Filmmakers, uma das escolas de cinema mais antigas dos EUA. Desde então, ela já produziu quatro trabalhos, três deles serão exibidos na mostra de hoje. Esta é a primeira vez que os filmes da diretora, formada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP), é exibido no Brasil.
Além de ''Brasil-One-Word'', serão mostrados ''Yesterday'', um trabalho experimental. Com três minutos de duração, ''Yesterday'' foi filmado em 16 mm, em preto-e-branco, no ano passado. O último vídeo a ser exibido é ''Karma'', também um drama de 16 minutos em 16 mm. Este é o trabalho mais recente de Adriana. A trama retrata dois personagens distintos ele, um pintor e ela, um enigma que se encontram numa situação inusitada. O projeto recebeu este ano o prêmio ''Eastman Kodak Award'', da Pittsburgh Filmmakers Spring.
Aos 29 anos, Adriana está dedicando-se integralmente ao cinema, mas também participa de filmes alternativos e clipes como atriz, além de escrever roteiros. Animada com a experiência de exibir os seus trabalhos na sua cidade natal, Adriana considera: ''É uma experiência maravilhosa trazer esses trabalhos para Curitiba. É importante que as pessoas vejam o que os americanos pensam e sabem do Brasil.''
Serviço:
- Mostra de Vídeos - de Adriana Babinski, hoje às 20 horas na Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1774). Entrada franca.


