Branquinha requintada
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Zeca Corrêa Leite Equipe da Folha 
Curitiba Depois de ser oficializada pelo governo federal como produto genuinamente brasileiro, a pinga ganhou definitivo parâmetro de nobreza. Uma de nossas representantes mais autênticas, está fazendo bonito lá fora em 1999 foram exportados seis milhões de litros, gerando receita de US$ 7,3 milhões. Pois bem, no momento a bebida é a vedete em ascensão entre os hóspedes do Hotel Bourbon. Até mesmo os frequentadores da charutaria da casa, La Casa del Tabaco, estão trocando os habituais conhaques e uísques pelo aroma das cachaças.
Há três meses o Hotel Bourbon promoveu um laboratório etílico: seus barmans foram convidados a criar drinks tendo a cachaça como base. Dos 30 que surgiram, cinco foram parar na carta de bebidas dos restaurantes da rede hoteleira. Todos eles assinados pelo profissional que trabalha em Curitiba, Roberto Marques Schaffer.
Escolhido para levar o nome da casa, o coquetel Bourbon passou por sete testes até chegar ao ponto ideal. Mistura de aguardente, licor de café e açúcar mascavo, é o campeão de pedidos, seguido pelo Brasil 500 Anos e Samba.
O gerente de alimentos e bebidas da rede, Wellington Moreira, diz que esta guinada à branquinha é uma tendência da empresa que optou por uma filosofia de atendimento que segue o lema um jeito brasileiro de hospedar. Assim como trabalha com a comida regional, também colocou em evidência a bebida.
Trabalhamos com três cachaças mineiras que julgamos serem as melhores do Brasil, explica Moreira. São a Água Verde, Chico Mineiro e Barolina. A lista inclui ainda as pernambucanas Pitú e Pirapora e com a Gato Preto, do Rio de Janeiro. Segundo o gerente a apreciação dos novos coquetéis é cada vez mais evidente. Antes, para a abertura de algumas festas, solicitava-se muito o coquetel de frutas. Estamos substituindo para mostrar aos nossos clientes que se faz bom coquetel com cachaça. A aprovação é geral. Confira abaixo duas receitas de coquetéis.


