Depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, o projeto ‘‘Brahma Reciclarte’’ chega a Curitiba no próximo dia 6 de novembro. O evento é dedicado à conscientização e educação ambiental, com foco no reaproveitamento de resíduos e materiais descartáveis. Durante um mês a exposição permanece no Memorial da Cidade, no Largo da Ordem.
Uma grande exposição, com o tema ‘‘Artes Plásticas, Design e Moda’’, apresentará cerca de 35 looks de estilistas e confecções famosas, além de 40 peças de artistas plásticos de destaque.
Entre as obras desenvolvidas pelos estilistas destacam-se vestidos feitos de fundos de latas de cerveja, saias produzidas com rótulos de refrigerantes, o tops confeccionados com chapinhas e tampas de lata.
Os artistas plásticos transformaram papel reciclado em móbiles, sobras industriais de papel ondulado em cestas, tecido de papel em mantas e carretéis de fios têxteis em mesa.
Esses projetos foram apresentados no Rio de Janeiro em duas etapas. Em 1996, designers e artistas plásticos atrairam ao Jardim Botânico mais de 100 mil pessoas. No ano seguinte, a moda foi o tema principal. Estilistas foram convidados a desenvolver projetos voltados às questões ambientais.
Agora, Curitiba vai receber a coletânia desses dois conteúdos. Os artistas plásticos paranaenses Elvo Benito Damo, Sérgio Monteiro de Almeida, Hélio Pellegrino, Nido Campolongo e Flávio Verdini também foram convidados a mostrar seus trabalhos.
O projeto Reciclarte se estenderá a vários locais de Curitiba. No Memorial será destinado 30 metros quadrados para a Recicloteca - biblioteca especializada em reciclagem -; no Parque Barigui entre 6 de novembro e 6 de dezembro, das 9h às 17 h, estarão sendo realizadas oficinas para a garotada criar brinquedos do ‘‘lixo que não é lixo’’; em seis supermercados serão instaladas máquinhas tipo caça-niqueis para estimular crianças e adultos a reciclar latas de alumínio. Será possível ganhar camisetas e cofrinhos de lata.
A Brahma possui 26 fábricas de cerveja e refrigerantes: 24 no Brasil, uma na Argentina e outra na Venezuela. No total conta com cerca de 9 mil funcionários. Em 1997, a receita líquida das fábricas foi de R$ 2,8 bilhões.

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