A BR 277 que corta a região de Guarapuava é o corredor que leva turistas argentinos e paraguaios ao litoral do Paraná e de Santa Catarina em temporadas de veraneio. Ligação com o Porto de Paranaguá, pela estrada trafegam mais de 10 mil veículos e uma média de 20 mil passageiros por dia. O vazio econômico e a falta de comércio às margens rodovia neste trecho não induzem o passageiro a parar em Guarapuava.
Para revitalizar a 277 e promover geração de renda e de emprego, a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio levantou o perfil dos empreendimentos necessários naquela região para transformar a cidade em ponto de parada. A secretaria já contatou oito empresários que deverão investir às margens da rodovia. Café colonial, pousada, motéis, farmácia, portal com informações turísticas, vendas de produtos artesanais e agrícolas são alguns ramos a serem explorados.
A idéia tem o aval do diretor-presidente da Rodovia das Cataratas, Augusto Bandeira. Um encontro entre o secretário de Indúsria e Comércio, Sérgio Zarpelon, e Bandeira já aconteceu e outra reunião com a concessionária Caminhos do Paraná está marcada. ''Eles serão nosso parceiros porque estamos beneficiando a clientela deles'', disse o secretário. Os empresários do ramo imobiliário de Guarapuava também aprovam a idéia.
Uma pesquisa informal apontou que o lugar preferidos dos viajantes é o Anila, em Irati, seguido pelo Restaurante Girassol, em Palmeira. Outra pesquisa feita pelo Sebrae sobre o mesmo tema mostra que o lugar de parada com maior fluxo de pessoas é o Holandesa, em Mauá da Serra (Londrina), seguido pelo Anila e outro ponto em Medianeira. (C.C.)

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