Botando fogo na pista
O big beat triunfa. Mais conhecido como techno-para-roqueiros, o gênero é brindado no Brasil com o lançamento de Youve Come a Long Way, Baby (Sony), segundo álbum de estúdio do DJ inglês Fatboy Slim.
ReproduçãoFita cassete lançada pelo jornal New Musical Express estabeleceu o big beat como a tendência mais vigorosa do som eletrônico
O disco é incendiário, encharcado de camadas e mais camadas de grooves repetitivos e timbres produzidos em sintetizadores. É quase um catálogo dos cacoetes que compõem o estilo, ao qual sobressaem batidonas quebradas de hip hop, guitarras, samples de ritmos jamaicanos e elementos de vertentes eletrônicas como house, ambient e drumnbass.
Convém lembrar que Prodigy e Chemical Brothers ajudaram a propagar o big beat em grande escala. Mas foi Fatboy Slim quem estabeleceu o rótulo para a mídia, artistas e público em geral ao organizar uma fita cassete para uma edição do jornal New Musical Express, em 97, onde mixava faixas de bandas como Death in Vegas, Monkey Mafia e Sensateria e Kaleef.
ReproduçãoCD Youve Come A Long Way, Baby: batidas pesadas e quebradasNo novo projeto, o DJ trintão e de cabeça raspada mostra que é mesmo crasse A, como diria o Gordo escroto, perdão, João Gordo. Já na faixa de abertura, Right Here, Right Now, ele apresenta bases inflamáveis recobertas por texturas calcadas na sonoridade de violinos. Love Island agrega sequências de techno reto e atmosferas etéreas típicas do ambient. The Rockafeller Skank, que foi sucesso na parada inglesa, incorpora guitarra e baixo de surf music sessentista. Ganster Tripping combina hip hop, sacolejos caribenhos e metais de funk anos 70.
São as principais faixas do CD, um petardo recomendável para rachar assoalhos e armar barracos com a vizinhança.ReproduçãoFatboy Slim: eleito melhor DJ e produtor de 98 pela mídia britânicaNelson Sato





